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06/05/2012 - 07h49

HÁ 20 ANOS: Euroverdes se mobilizam para evitar o fracasso da Eco-92

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JOCIMARA RODRIGUES
DO BANCO DE DADOS

Folha, 6.mai.1992 - Deputados do Grupo Verde do Parlamento Europeu iniciaram ontem uma ofensiva para evitar o fracasso da Eco-92.

Reprodução
Logo oficial da Eco-92
Logo oficial da Eco-92

Os 28 deputados, representantes de seis países, estão reunidos em Madri, na Espanha, para elaborar a estratégia para forçar a Comunidade Econômica Europeia (CEE) a adotar medidas ambientais unilaterais, como forma de superar o impasse em que se encontram as negociações.

O grupo quer que a CEE adote os pontos principais da "Agenda Verde" dos ecologistas, como a criação de um "eco-imposto" sobre energia, que iria aumentando até chegar a US$ 20 por barril de petróleo no ano 2000.

Parte dos recursos obtidos com o "eco-imposto" seria destinado a um fundo global que, pelo menos nos planos "verdes", deve totalizar os US$ 125 bilhões que a ONU considera necessários para limpar o planeta.

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MUNDO

O governo da Rússia anunciou ontem que mantém a venda de motores de foguetes à Índia, o que viola acordos internacionais e pode acarretar sanções.

O "Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis", acordo que impede a transferência de técnicas de fabricação de mísseis a países do Terceiro Mundo, como a Índia. A Rússia não assinou o acordo, mas se comprometeu a respeitá-lo.

O governo russo declarou que não desrespeitou nenhum contrato e propôs que uma comissão internacional investigue o caso. A Rússia recebeu US$ 250 milhões pelos equipamentos.

Os EUA pretendem aplicar sanções à Rússia e à Índia, como a suspensão de acesso a tecnologias norte-americanas e dos contratos assinados com Washington.

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BRASIL

Os dois acusados de envolvimento nas mortes do jornalista Wladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho desapareceram ontem, quando foram reabertas as investigações para esclarecer os dois crimes cometidos nos porões do DOI-Codi, em São Paulo.

Jornal do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
O jornalista Vladimir Herzog, morto em uma cela, em 25 de outubro de 1975.
O jornalista Vladimir Herzog, morto em uma cela do DOI-Codi, em 25 de outubro de 1975

Um dos acusados, o delegado aposentado Pedro Antônio Mira Grancieri, conhecido nos anos 70 como Capitão Ramiro, foi o último a interrogar Herzog. Atualmente é conhecido na Vila Matilde, bairro da zona leste onde reside, como "Pedrão". Ninguém sabe o seu paradeiro.

O superior de Ramiro no DOI-Codi, na década de 70, é Aparecido Alertes Calandra, conhecido na época como Capitão Ubirajara. Hoje é delegado da Polícia Federal e não compareceu ao trabalho no dia que foi procurado para prestar esclarecimentos sobre o assassinato de Fiel.

O delegado Aldo Galiano Júnior, no comando das investigações, começou a intimar jornalistas e ex-presos políticos que identificaram Ubirajara e Ramiro, para só depois intimar os acusados. "Se eles não aparecerem, poderão ser indiciados à revelia", disse Galiano.

Maria Helena Greogori, assessora da prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, encaminhou há dois dias uma representação ao procurador-geral da República, solicitando a reabertura do caso também na esfera federal.

Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi prestar esclarecimentos sobre sua militância no Partido Comunista Brasileiro ao DOI-Codi, no dia 25 de janeiro de 1975. Foi encontrado morto às 14h30 do mesmo dia. Segundo a nota oficial, suicidou-se enforcado com o próprio cinto. A versão é tecnicamente questionável.

Fiel Filho era operário e foi preso no dia 16 de janeiro de 1976, acusado de distribuir "material subversivo" (na verdade, exemplares do jornal "A Voz Operária" do PCB). A nota oficial também justifica sua morte como suicídio.

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ESPORTE

O desabamento de uma arquibancada provocou ontem a morte de pelo menos 16 pessoas no estádio de futebol de Bastia, na França. Segundo a agência de notícias France Presse, pelo menos 400 torcedores ficaram feridos, 70 deles em estado grave.

A tragédia aconteceu cinco minutos antes da partida entre o Bastia, um time modesto da segunda divisão, e o Olympique de Marselha, tetracampeão francês, pela semifinal da Copa da França.

O estádio do Bastia tinha capacidade para abrigar 8.500 pessoas, mas com a instalação de arquibancadas provisórias de aço, sua capacidade passou para 18 mil pessoas. A arquibancada estava superlotada e, com o peso, uma parte da estrutura metálica desmontou. Os torcedores caíram de uma altura de 20 metros.

O primeiro-ministro francês, Pierre Bérégovoy, determinou a abertura de inquérito para investigar as causas do acidente. Segundo o presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean Fournt-Fayard, a estrutura metálica já havia sido usada em outros eventos e foi inspecionada antes da partida.

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CULTURA

Dez artistas plásticos britânicos apresentam suas obras no Masp na exposição "De Composition", desde o dia 29 de abril. As obras apresentam para o público brasileiro a técnica "fotografia construída", que utiliza a fotografia como meio para chegar a um resultado, utilizando vários elementos e compondo um cenário para depois fotografá-lo ou refotografá-lo.

Segundo Helen Sear, artista que participa da exposição, a técnica é uma forma de aproveitar conceitos publicitários dos anos 80. "Tudo pode ser construído para ser fotografado pela câmera sem que ela se mova", declara.

A técnica dá liberdade para o artista determinar o cenário manipulando, editando ou montando fotografias, como as de Tim Head, que reuniu uma série de objetos típicos da sociedade de consumo e de tecnologia.

A obra "Fall Out" apresenta uma composição de diversos objetos amontoados, como calculadoras e outros objetos de cotidiano mesclados a crânios de plásticos e projéteis de armas, fazendo crítica à sociedade de consumo. A exposição "De Composition" fica no Masp até o dia 10 de maio.

Divulgação
Crédito-Foto: A obra "Fall Out" de Tim Head, em exposição na "De Composition"
Na obra "Fall Out", em exposição no Masp, o autor Tim Head relaciona sociedade de consumo e tecnologia

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FRASE

"O racismo nos EUA vai muito além dos distúrbios de Los Angeles e frustra os negros, que não têm a oportunidadede dividir o sonho americano com o resto do país."

COLIN POWELL
chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, sobre os protestos contra a discriminação racial motivados pela absolvição de dois policiais brancos que espancaram um rapaz negro.

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Leia mais no Acervo Folha

O Código Florestal brasileiro já passou por sete alterações, desde o primeiro seu primeiro texto, assinado em janeiro de 1934 pelo presidente Getúlio Vargas. O decreto nº 23.793/34 foi elaborado com a ajuda de diversos ambientalistas, já preocupados com a preservação dos recursos naturais, e versava principalmente sobre o conceito de florestas protetoras.

Em 1961, foi apresentado o texto do novo Código Florestal, que foi sancionado só em 1965 por meio da Lei Federal nº 4771/65, vigente até hoje. A nova lei estabeleceu limitações ao direito de propriedade no que se refere ao uso e à exploração do solo e das florestas. O texto criou a previsão para as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e, posteriormente, após alteração feita em 1986, para as áreas de Reserva Legal (RL).

A última alteração no atual código foi feita em 2001 e redefiniu os conceitos de reserva legal e de área de preservação permanente. Pelo texto, o tamanho mínimo da reserva legal passou a depender do tipo de vegetação existente e da localização da propriedade.

Em 2010, a proposta do deputado Aldo Rebelo para a modificação do Código Florestal brasileiro foi aprovada por Comissão Especial. Em 26 de abril de 2012, a Câmara dos Deputados aprovou o texto defendido pela bancada ruralista. A parcela da sociedade civil preocupada com o meio ambiente espera que a presidente Dilma Rousseff vete o texto.

 
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