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Petrolífera aceita pagar indenização milionária por vazamento no golfo do México
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DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
A petrolífera britânica BP (British Petroleum) aceitou pagar uma indenização além de US$ 75 milhões pelo vazamento de óleo no golfo do México causado pela explosão e afundamento há um mês de uma plataforma petrolífera, operada pela companhia.
O secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar, fez o anúncio hoje em entrevista coletiva depois de se reunir com os diretores da BP na sede central da empresa, em Houston.
A multa de US$ 75 milhões é a máxima permitida pela lei americana de desastres ambientais, mas há forte pressão para que a BP pague uma indenização ainda maior --especula-se que todo o custo de limpeza passará da casa dos bilhões de dólares.
| Hans Deryk/Reuters |
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| O petróleo pode afetar ecossistema de áreas como os mangues de Louisiana |
Salazar ainda criticou a atuação da petrolífera em relação às dificuldades de conter o vazamento, que já dura 33 dias e ameaça causar um desastre natural e econômico em toda a costa americana banhada pelo golfo do México. Há inclusive a possibilidade de o governo americano assumir o controle desta operação, deixando para a BP a conta desse serviço.
"Estou frustrado com a BP por ela ter sido incapaz de acabar com esse vazamento de óleo e impedir que a poluição se espalhe", disse Salazar a jornalistas de visitar a sede americana da BP nos Estados Unidos, localizada em Houston (Texas).
"Se acharmos que [a BP] não está fazendo o que deveria estar fazendo, vamos tirá-la [da operação]", disse Salazar, sem especificar quando isso ocorreria.
Tragédia
O vazamento de óleo no golfo do México começou em 20 de abril, quando uma plataforma de petróleo na região --a maior área produtora dos EUA-- explodiu e afundou, deixando 11 mortos.
Estima-se que tenham sido derramados no mar cerca de 20 milhões de litros desde que ocorreu o desastre. Porém, especialistas independentes advertiram que o vazamento pode ser até dez vezes maior que as estimativas atuais.
O óleo já penetrou nas restingas ao redor do delta do Mississipi em forma de petróleo pesado e ameaça o frágil ecossistema da região. Áreas em Estados próximos, como Texas, Alabama, Mississipi e Flórida --o último de forma menos acentuada-- também foram atingidas.
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