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Brasil envia ajuda para conter vazamento no golfo do México
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DE SÃO PAULO
O Departamento de Estado dos EUA divulgou uma nota nesta segunda-feira de agradecimento aos 17 países e quatro organizações internacionais que têm ajudado os EUA a conter o vazamento de petróleo no golfo do México com equipamentos, experiência e assistência em geral.
De acordo com o texto, o Brasil colaborou com o envio de técnicos especialistas. Argélia, Austrália, Bahrain, Canadá, China, Dinamarca, Letônia, Noruega, Cingapura, Espanha, Suécia, Taiwan e Reino Unido também enviaram profissionais para ajudar no trabalho de contenção do vazamento.
México, Noruega, Holanda e Canadá enviaram equipamentos ao longo do mês de maio. A ajuda é recebida e coordenada pela UAC (Área Unificada de Comando). Segundo o governo norte-americano, o NIC (Comando Nacional de Incidentes), encabeçado pela Guarda Costeira, trabalha junto com o Departamento de Estado dando suporte a UAC.
O Departamento de Estado também colabora, entre outras funções, acelerando o processo de visto, para que a ajuda chegue mais rápida ao país.
A nota afirma que, com poucas exceções, "as ofertas de ajuda internacional são feitas de maneira reembolsável, o que significa que a assistência é fornecida apenas se forem pagos pelo destinatário".
Entre as organizações, o governo americano agradece no comunicado à Agência Europeia da Segurança Marítima, a Comissão Europeia de Monitoramento e Centro de Informação, Organização Marítima Internacional e Unidade de Meio Ambiente do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários e do Programa ambiental das Nações Unidas.
| Efe |
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| Vazamento de óleo no golfo do México |
Comissão
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira a nomeação de cinco pessoas para integrar uma chamada Comissão Nacional sobre Perfuração em Mar Aberto e o Vazamento de Petróleo causado pelo afundamento da plataforma Deepwater Horizon, da British Petroleum, há quase dois meses.
Um comunicado da Casa Branca assinalou que a comissão de especialistas fará recomendações para prevenir e combater o impacto de qualquer derramamento futuro em decorrência de perfuração em mar aberto.
Os integrantes da comissão serão Frances G. Beinecke, Donald Boesch, Terry D. García, Cherry A. Murray, e Frances Ulmer e a presidência será dividida pelo senador Bob Graham e pelo ex-administrador da Agência de Proteção Ambiental, William K. Reilly.
"Estas pessoas têm enorme conhecimento e experiência suficiente para o crucial trabalho desta comissão", assinalou Obama em uma declaração.
"Agradeço que tenham aceitado prestar seus serviços agora que trabalhamos para determinar as causas desta catástrofe e implementar as medidas de segurança e de proteção ambiental que necessitamos para prevenir um desastre semelhante no futuro", acrescentou.
Vazamento
O vazamento, o pior da história dos EUA, teve início após a explosão e posterior afundamento da plataforma "Deepwater Horizon", operada pela petrolífera britânica BP. Uma das causas aventadas para o desastre seria a falha em uma válvula de segurança, que deveria se fechar após a explosão.
Após diversas tentativas de conter o óleo, a empresa está obtendo um sucesso parcial com o uso de um domo acoplado à tubulação no leito do mar, a 1.500 metros de profundidade. A tubulação captura o óleo e o conduz a um navio-tanque na superfície.
A BP já gastou mais de US$ 1,6 bilhão de dólares com a operação de contenção e limpeza. A empresa também está indenizando pessoas afetadas pelo desastre, como profissionais dos setores pesqueiro e turístico da costa sul dos EUA.
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