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06/09/2011 - 15h08

Souvenirs que mostram lado marginal de Barcelona causam polêmica

DA BBC BRASIL

Broches com imagens de ladrões, prostitutas e violência policial que estão sendo vendidos como souvenirs em museus de Barcelona estão causando polêmica por mostrar um lado marginal e pouco turístico da cidade espanhola.

Os souvenirs estão à venda nas lojas do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e no Museu de História de Barcelona, mas devem acabar sendo ser recolhidos em breve por determinação da prefeitura.

BBC
Souvenirs que mostram lado marginal de Barcelona causam polêmica
Souvenirs que mostram lado marginal de Barcelona causam polêmica

Um porta voz do governo municipal disse nesta terça-feira que ambos centros culturais já foram advertidos de que estão proibidos de continuar vendendo a coleção porque "esta não é a imagem que um órgão público quer projetar de Barcelona".

A coleção de broches chamada Enjoy Barcelona foi criada pelos artistas plásticos e arquitetos catalães Arcadi Royo e Marga Montoya.

Os broches em preto e branco retratam, em seis modelos, cenas cotidianas, algumas violentas: um ladrão que rouba uma bolsa e sai correndo e a agressão da polícia local sobre um cidadão.

Também há cenas retratando prostituição e o comércio ambulante ilegal.

INSPIRAÇÃO

Cada souvenir recebeu ainda um nome que ironiza a situação desenhada no broche.

Os vendedores de bebida, mercado normalmente dominado imigrantes de Índia e Paquistão, foi chamado de "servesa-bier?", imitando a forma de falar dos camelôs.

Os criadores da coleção afirmaram que a inspiração surgiu das cenas reais e frequentes na cidade. "É uma realidade que algumas pessoas querem esconder, mas é verdadeira. Existe e está aí todos os dias", disse Arcadi Royo à imprensa espanhola.

"Quantas vezes nos vemos em situações como essas? Prostitutas que perseguem homens pelas ruas, bolsas que são levadas por ladrões e agressões policiais a manifestantes pacíficos? Realmente, estes broches são uma denúncia de uma realidade", disse.

Mesmo com a retirada dos suvenires das lojas dos museus, os artistas plásticos afirmam que a coleção continuará sendo vendida em outros pontos da cidade.

 

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