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Júpiter é atacado por asteroide pela terceira vez em 13 meses
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DA NEW SCIENTIST
Pela terceira vez em pouco mais de um ano, astrônomos amadores detectaram um cometa ou asteroide chocando-se contra Júpiter.
As observações, possíveis pela difusão no uso de equipamentos de gravação de vídeos astronômicos, mostra que impactos no planeta gigante ocorrem mais frequentemente do que se pensava.
| Masayuki Tachikawa/Takahashi |
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| Júpiter foi atacado por asteroides pela 3ª vez nos últimos 13 meses; observações foram feitas por astrônomos amadores |
O objeto celeste (cometa ou asteroide) atingiu a atmosfera de Júpiter produzindo uma pequena bola de fogo. O evento foi gravado independentemente por dois astrônomos amadores japoneses, que gravaram vídeos de seus telescópios.
A observação assemelha-se a de outros nos últimos 13 meses - uma em junho deste ano e outra em julho de 2009.
ABUNDÂNCIA SÚBITA
Antes destas três observações, apenas um caso definitivo de colisão entre cometa ou asteroide contra Júpiter havia sido registrado: o choque de fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994, um evento que foi previsto com antecedência e observado em todo o mundo com o uso de telescópios profissionais.
Em 1690, no entanto, o astrônomo italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro dos mais de 34 satélites de Saturno, desenhou um evento parecido com um impacto.
Na época da colisão do cometa em 1994, astrônomos pensavam que impactos em Júpiter ocorriam uma vez a cada vários séculos. Mas as observações recentes de amadores sugerem que essa estimativa está errada.
A abundância súbita dessas observações deve-se em parte à técnica de construir imagens estáticas muito nítidas pela composição dos quadros mais claros de uma gravação, diz Glenn Orton, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial americana).
REDE GLOBAL
Orton e um grupo de astrônomos, liderados pelo amador australiano Anthony Wesley, sugeriram criar uma rede global de pequenos telescópios automáticos para monitorar Júpiter continuamente.
Eles enviaram a proposta a um comitê do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, que irá estabelecer prioridades para ciências planetárias para a próxima década em um relatório a ser divulgado em 2011.
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