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Sítio arqueológico maia ressurge após inundação na Guatemala
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DA FRANCE PRESSE
As estelas e zoomorfos ancestrais do centro arqueológico maia Quiriguá, na Guatemala, sobreviveram à passagem da tempestade Agatha que, apesar de sua força, não se compara com a grande inundação de 1.200 anos atrás, que arrasou o local.
As águas escuras do rio Motagua saíram do curso por causa da tormenta, em maio, e alagaram os vestígios deixados pelos maias perto do mar do Caribe, agora relegados a uma pequena reserva rodeada de plantações de banana, fruto exportado por empresas americanas.
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A água atingiu quase dois metros em Quiriguá, que em idioma maia significa "divisão", mas que o Instituto Guatemalteco de Turismo denomina de Cidade das Estelas.
Em sua passagem pelo país, Agatha deixou 165 mortos e US$ 1 bilhão em perdas. Este sítio arqueológico, situado 200 km a nordeste da capital e visitado por 30 mil turistas ao ano, ficou fechado durante um mês.
"Muita gente fez voluntariado e ajudou na limpeza. Depois de um grande esforço pode-se levantar o centro arqueológico porque a inundação foi forte", explicou à agência de notícias AFP a guia Karen Ayala.
O local sucumbiu devido a uma inundação no ano 810 depois de Cristo e nunca mais voltou a ser povoado, sendo descoberto no fim do século 19 por dois americanos.
Em 1981, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou Quiriguá Patrimônio da Humanidade, perto de onde foi encontrado o primeiro porto comercial da era pré-hispânica no Caribe guatemalteco.
O lugar tem cinco zoomorfos e nove estelas ou árvores de pedra, as mais altas dos maias localizadas até agora.
A estela mais alta tem 10,33 metros e está gravada na moeda de dez centavos de quetzal, a moeda guatemalteca.
Os cientistas estimam que Quiriá tenha sido fundada por volta do ano 400 d.C. e destruída por uma inundação em 810. Seus últimos cem anos teriam sido os de seu apogeu.
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