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29/09/2011 - 09h33

'Ovo frito' estelar vai virar uma supernova, afirma astrônomo

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SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É como dizem os astrônomos: não se pode fazer uma supernova sem quebrar alguns ovos. Uma equipe europeia acabou de identificar uma estrela que está prestes a explodir violentamente e, adivinhe só, ela se parece com um ovo frito.

O objeto foi identificado pelo satélite Iras, em 1983, mas a comunidade astronômica não havia dado muita bola para ele até hoje.

Supernova pode ter originado a maior parte da poeira cósmica

Efe
Só outros três objetos similares foram observados, e nenhum era tão brilhante quanto o da nebulosa do Ovo Frito
Só outros três objetos similares foram observados, e nenhum era tão brilhante quanto o da nebulosa do Ovo Frito

"Eu estava fazendo um censo de estrelas em sua fase final de vida, e ela apareceu como um imenso farol na imagem", conta Eric Lagadec, astrônomo do ESO (Observatório Europeu do Sul) e líder da equipe que fez a descoberta, recém-publicada no periódico "Astronomy & Astrophysics".

"Eu me lembro do pessoal no telescópio dizendo: 'Uau! O que é isso?'." Era o que os astrônomos chamam de uma hipergigante amarela.

Até hoje, só outros três objetos similares haviam sido observados, e nenhum deles era tão brilhante e tão próximo quanto o da nebulosa do Ovo Frito.

A razão para tão poucos exemplares é que a fase hipergigante amarela desses astros é muito efêmera.

O astro fica tão grande que, se colocássemos o "ovo" no lugar do Sol, sua superfície ficaria mais ou menos onde fica a órbita de Júpiter (e a Terra estaria dentro dele).

Localizada a 13 mil anos-luz da Terra, ela provavelmente não trará perigo para nosso planeta quando virar supernova --fenômeno que leva à explosão das camadas exteriores do astro.

Contudo, a promessa é, no mínimo, de um belo espetáculo. Especula-se que, ao explodir, ela possa se tornar visível no céu até de dia.

E os fogos de artifício são para quando? "É difícil dizer. Pode acontecer a qualquer momento, de hoje até as próximas centenas de milhares de anos", diz Lagadec.

 

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