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gilberto dimenstein
Contra a mediocridade
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Começou a circular nesta semana na internet um manifesto para sensibilizar os candidatos à Prefeitura de São Paulo para um tema ainda fora da agenda: a necessidade de impulsionar a criatividade da cidade (mais detalhes aqui ). Está aí um tema essencial para debate, ligado à qualidade de vida no geral e ao emprego, em particular. É uma espécie de campanha contra a mediocridade.
O texto está recebendo a assinatura de artistas, produtores culturais, arquitetos, urbanistas, gente da moda, preocupados em discutir como a cidade consegue gerar estímulo para a produção de talentos. Isso significa, entre muitas outras coisas, uma educação que foque no empreendedorismo até a criação de polos tecnológicos incubadoras de novos negócios. Alguém consegue ver maior mediocridade do que uma cidade com uma USP ainda não ter um parque tecnológico?
Quem acompanha as cidades pelo mundo, sabe que investir na economia criativa --museus, teatros, músicas, artesanato é essencial para geração de mais e melhores empregos. Vejam só o caso de Londres, que se reciclou maravilhosamente investindo, entre outras coisas, em museus. No Reino Unido, aliás, foi onde se inaugurou um ministério apenas para a economia criativa.
Esse tipo de manifesto serve como uma provocação contra a mediocridade da sucessão paulistana, do PT ao PSDB, passando pelo PMDB e PSD, onde se fala de tudo, menos de propostas ousadas para a cidade.
A cidade criativa é aquele que se vê como a principal função de uma comunidade estimular talentos.
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.
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