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josé luiz portella

 

08/12/2011 - 07h00

Economia Criativa

A Economia Criativa é responsável por 10% do PIB da cidade de São Paulo. No Brasil, a contribuição dos setores criativos atingiu 2,84% do PIB, em 2010. Cerca de R$ 104 bilhões.

Destaque incrível!

O forte e tradicional ramo da produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, tudo isso junto, chega a R$ 103 bilhões. Menor que a Economia Criativa.

Impressiona porque não é um setor conhecido e dominado pelo conjunto da sociedade. Tem muito a evoluir.

A Economia Criativa, segundo a definição do ministério da Cultura, precisa ter um ato gerador de valor intangível como elemento central de formação do preço. E que produza riqueza cultural e econômica. É a economia do simbólico. Como os semáforos em forma de totem da Avenida Paulista. Eles identificam a avenida. Não são quaisquer semáforos. Eles possuem design (setor da economia criativa). Como o vão do MASP, que além de ser uma obra notável de cálculo da engenharia civil, tornou-se símbolo do local e da cidade.

Uma peça teatral sobre a vida da cidade e que se consolide como ícone da história paulistana. Destacará a cidade no imaginário das pessoas. Precisa ter um valor simbólico agregado. Como um ponto de ônibus cuja arquitetura identifique um bairro específico.
A economia normal lida com a escassez. O ser humano tem que extrair dos recursos naturais, que são finitos, limitados e mal-distribuídos geograficamente, o máximo possível. O tempo todo, uma luta contra a escassez. A demanda, geralmente, é maior que a oferta.

A Economia Criativa trabalha com a capacidade humana de criar. Como já se frisou em textos de 'O Globo', do Ministério da Cultura e da SP Turismo sobre o assunto, esse potencial criativo é abundante. Em vez de lidar com a escassez, lida com a abundância. O que muda a lógica costumeira, permitindo alterar modelos econômicos clássicos.

O importante é que aí está um setor que cresce vigorosamente e a sociedade ainda não descobriu o seu verdadeiro potencial. Sobretudo para gerar empregos. E empregos qualificados.

Segundo a secretaria da Economia Criativa, do Ministério da Cultura, a renda média dos trabalhadores formais do setor foi de R$ 2.293,64, contra uma renda média de todos trabalhadores brasileiros de R$ 1.588,42, em 2010.

Ainda tem muito para avançarmos. A Economia Criativa está só começando. Muita coisa é recém-descoberta. Há planos ousados para o setor.

É bom acompanharmos. São Paulo precisa disso. Temos poucos filmes, pouca música, pouco teatro que simbolize a cidade. É mais uma atividade para gerar mais empregos e melhorar a vida dos paulistanos.

Arquivo pessoal
O vão livre do Masp, considerado um exemplo de Economia Criativa
O vão livre do Masp, considerado um exemplo de Economia Criativa

Segue texto de Lucas Foster, um especialista com novidades sobre a Economia Criativa.

CRIATIVIDADE E TRANSFORMAÇÃO

A Economia Criativa é uma poderosa ferramenta de inclusão social, inovação e desenvolvimento sustentável. Em uma pesquisa recente realizada pelo DataFolha a pedido da BOX, com mais de 1.700 jovens de 18 a 24 anos sobre suas perspectivas em relação ao Brasil e ao futuro, especialistas identificaram um novo comportamento bastante positivo.

Os chamados "Jovens Transformadores" são hiperconectados e acreditam que para melhorar a vida em suas comunidades não basta apenas reclamar, mas agir pelo coletivo. Com otimismo, esses jovens participam de diversos grupos ao mesmo tempo e são fundamentais na realização das "microrrevoluções".

Com pouca expectativa de que a solução venha de cima ou de instituições tradicionalmente distantes, os "jovens transformadores" acreditam que a conexão entre pessoas distintas pode promover importantes melhorias para suas comunidades.

Nessa hora, as diversas atividades da Economia Criativa são o caminho encontrado por esses jovens como a principal estratégia para suas "microrrevoluções". Através de atividades independentes organizadas por pessoas locais, surgem iniciativas nas áreas da dança, teatro, artes visuais, música e moda. Os "Jovens Transformadores" encontram nos setores da Economia Criativa a capacidade de produzir valores simbólicos, intangíveis e que ampliam o sentimento de pertencimento da comunidade e garantem maior apropriação dos valores da cultura local.

Esses jovens já estão fazendo a diferença e a Economia Criativa é o principal motor desse desenvolvimento inclusivo, inovador e sustentável. Um incentivo ao comportamento criativo.

Lucas Foster, psicólogo com Pós Graduação na Dinamarca e Professor do Instituto Europeu de Design

DICAS DE LEITURA:
- Cidades criativas: Perspectivas. Ana Carla Fonseca Reis. Livro disponível em download na internet
- The Creative Economy. John Howkins. The Penguin Books (em inglês)
- The Creative City. Charles Landry. Earthscan (em inglês)

josé luiz portella

José Luiz Portella Pereira, 60, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária. Escreve às quintas-feiras.

 

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