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julio abramczyk

 

07/07/2012 - 05h00

Pesquisa examina efeito de recusa de transfusão por razões religiosas

JULIO ABRAMCZYK
COLUNISTA DA FOLHA

São poucos os trabalhos médicos publicados que analisam o resultado de tratamentos cirúrgicos em pacientes que se recusam a receber transfusão de sangue por opção religiosa, como ocorre com os adeptos da religião Testemunhas de Jeová.

Nos "Archives of Internal Medicine" deste mês, Gregory Pattakos e colaboradores da Cleveland Clinic, em Ohio (EUA), comparam resultados de cirurgias cardíacas em pacientes que recusaram transfusão após a operação e em grupo que recebeu sangue.

Num período de 28 anos, 87.453 pacientes foram operados do coração na clínica, entre os quais 322 testemunhas de Jeová. No mesmo período, 38.467 pacientes não adeptos da religião foram operados sem necessitar de sangue e 48.986 receberam transfusão.

Os autores selecionaram dois grupos com risco de mortalidade hospitalar: um com 322 testemunhas de Jeová operadas e outro similar, com 322 pacientes que receberam sangue após a cirurgia.

O grupo das testemunhas de Jeová apresentou menos complicações agudas, como infarto, e menor tempo de internação hospitalar.

O índice de sobrevivência no primeiro ano de pós-operatório foi maior para os religiosos (95%) que para os do outro grupo (89%). A sobrevivência num período de 20 anos foi praticamente igual nos dois grupos.

julio abramczyk

Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados.

 

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