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Polícia encontra 100 kg de comida vencida em hotel de luxo em SP
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ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
O chef de cozinha e a nutricionista do Grand Hyatt, um dos mais luxuosos hotéis de São Paulo foram presos nesta segunda-feira após a polícia encontrar cerca de 100 kg de produtos alimentícios vencidos.
Entre os produtos apreendidos estão alguns vencidos havia só um dia, mas outros com validade até novembro de 2008. No total, foram apreendidos 27 itens, entre palmito, filé mignon, salmão e molho.
Os presos são o chef sueco Tommy Franssila, 39, e a nutricionista Amanda Ciocler, 27.
Em nota, o hotel informou que está investigando o ocorrido, mas adianta "que o bem-estar, a saúde e a segurança de seus hóspedes e funcionários são prioridade".
De acordo com o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2ª Delegacia de Saúde Pública, uma equipe foi até o local após receber informações de irregularidades no armazenamento de comida.
Parte dos produtos apreendidos, segundo a polícia, estava na câmara fria central, junto com os outros produtos dentro do prazo prontos para serem utilizados nos três restaurantes do hotel.
Uma outra parte, ainda conforme os policiais, estava no restaurante central, já em recipientes abertos. Isso indica, diz o delegado, que estavam sendo utilizados.
| Joel Silva/Folhapress | ||
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| Polícia encontra 100 kg de comida vencida em hotel de luxo em SP |
CRIME
O policial explica que a nutricionista foi presa porque era responsável pela armazenamento dos produtos; o chef, por existir produtos vencidos na cozinha. A acusação é de crime contra as relações de consumo.
No Rio, no mês passado, operação da polícia apreendeu 200 kg de alimentos considerados impróprios para consumo nos hoteis Othon, Marriott, Pestana e Sofitel. Quatro pessoas --três nutricionistas e um chef de cozinha-- foram detidas.
OUTRO LADO
O Grand Hyatt de São Paulo informou, em nota, que segue "os mais rigorosos procedimentos de segurança alimentar" e que já "está tomando providências imediatas de aprimoramento de seus sistemas de controle".
O hotel confirmou a apreensão, mas afirmou que os produtos estavam "com a devida identificação".
"Estes alimentos estavam armazenados na câmara fria e fora de contato com os produtos manipulados na cozinha central dos restaurantes. Ainda assim, eles deveriam ter sido descartados."
"O Grand Hyatt SP está colaborando em todo o possível com as análises e informações necessárias pelas autoridades, a fim de que os laudos técnicos sejam concluídos o mais rápido possível."
A polícia diz, porém, que não havia essa identificação obrigatória e que havia produtos na cozinha central.
A Folha não teve acesso aos funcionários presos nem aos advogados que os acompanharam na delegacia.
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