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Viciado poderá voltar à cidade natal se quiser, diz Alckmin
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RAPHAEL SASSAKI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta sexta-feira que está sendo discutida a possibilidade de enviar dependentes de drogas que frequentam a cracolândia, no centro da capital paulista, de volta para suas cidades de origem.
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Localizados pelo censo de moradores de rua que será finalizado neste ano, os viciados seriam encaminhados às prefeituras dos municípios em que nasceram para receber assistência. A medida está sendo discutida entre a prefeitura e o governo estadual, informou a coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta da Folha.
O governador não deu detalhes sobre como a medida seria feita. Segundo Alckmin, ela se insere em uma política mais ampla de saúde pública, envolvendo combate ao tráfico de drogas, encaminhamento dos dependentes químicos para ambulatórios e internações em "casos necessários".
"O foco é o tratamento das pessoas através da internação. Agora, se a pessoa quiser voltar para seu local de origem, a área social, como já faz, vai ajudar", disse o governador.
Segundo a Secretaria Municipal de Assitência Social, o serviço já é oferecido para migrantes que desejam voltar para seu Estado de origem. A prefeitura paga a passagem de volta e oferece kits com comida e itens de higiene.
Sobre a possibilidade de oferecer isso para os viciados, a vice-prefeita Alda Marco Antônio disse que a medida busca aproximar os dependentes de suas origens. "São Paulo é uma cidade acolhedora neste sentido, recebe a todos. Mas, para eles, o melhor é ficar perto de seus familiares". Ela e Alckmin conversaram recentemente sobre a ideia.
Alckmin disse concordar com a afirmação da vice-prefeita, de que "cada comunidade tem que ser responsável pelo seu produto social".
"É responsabilidade de todos, dos governos municipal, estadual, nacional e também da sociedade atender às pessoas que precisam, dentro da dignidade humana", disse ele.
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