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28/11/2011 - 11h10

Secretário de Educação critica 'caça' a aluno que cabula aulas

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TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

A força-tarefa feita pela Prefeitura de São Paulo, Polícia Militar e Conselho Tutelar, que cercou parques no extremo leste da capital para combater a evasão escolar e o uso de drogas por jovens, foi criticada pelo secretário municipal de Educação da capital, Alexandre Schneider.

PM e Prefeitura de SP vão à caça de estudantes que matam aulas

Ele disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que tomou conhecimento da ação pela reportagem e Prefeitura de SP vão à caça de estudantes que matam aulas publicada na Folha, no sábado (26).

Afirmou ainda não achar esse tipo de abordagem a melhor forma de combater a evasão escolar. Segundo ele, não se pode usar a força para obrigar alunos que matavam aula a voltarem para a escola.

A reportagem publicada pela Folha mostrou que a força-tarefa, formada por cerca de 30 funcionários da Subprefeitura do Itaim Paulista, PMs, guardas-civis e conselheiros tutelares, fechou na última sexta-feira (25) as saídas de dois parques por uma hora.

As entradas só foram liberadas quando todas as crianças e adolescentes foram abordados, revistados e tiveram seus dados anotados pelos conselheiros tutelares.

Os que assumiram que estavam cabulando aulas foram colocados em Kombis e levados para suas escolas.

Jovens foram colocados em filas, com as mãos para trás.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que não conhecia os detalhes da operação e, por isso, não podia se posicionar sobre ela.

Apu Gomes-25.nov.11/Folhapress
Adolescentes que estavam matando aula são levadas de Kombi de volta para a escola
Adolescentes que estavam matando aula são levadas de Kombi de volta para a escola, na zona leste de SP

ILEGAL

A força-tarefa foi organizada pelo tenente-coronel reformado da PM Sergio Payão, chefe de gabinete da Subprefeitura do Itaim Paulista.

Para Diego Vale de Medeiros, coordenador do núcleo da infância e juventude da Defensoria de SP, a ação é ilegal. O Conselho Tutelar disse que consultou a Vara da Infância e da Juventude.

A Folha não conseguiu falar com o órgão.

 

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