Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
11/01/2012 - 18h31

Procuradoria rebate secretário e defende inquérito sobre cracolândia

Publicidade

 

DE SÃO PAULO

A Procuradoria-Geral de Justiça defendeu nesta quarta-feira a instauração de um inquérito civil para investigar a ação da Polícia Militar na região da cracolândia, no centro de São Paulo. A investigação do Ministério Público havia sido criticada ontem pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto.

Veja imagens da ação policial na cracolândia
Centro para viciados em crack será aberto sem atendimento de saúde
Rota entra em operação da PM na cracolândia
Promotores abrem inquérito para investigar ação na cracolândia
Grupo promove "churrascão de gente diferenciada" na cracolândia
Cracolândia ainda tem tráfico à luz do dia

Procurador de Justiça licenciado, Ferreira Pinto criticou o órgão do qual faz parte. "Me sinto à vontade para dizer que essa ação dos promotores foi apenas para se promover. Uma pirotecnia."

O secretário contestou os promotores, que disseram que a operação na região foi desarticulada, desastrosa e boicotou o trabalho que vinha sendo feito nos últimos dois anos na região.

Em nota, a Procuradoria-Geral de Justiça afirmou que a instauração de um inquérito civil sobre a atuação policial na região é "uma contribuição necessária para o efetivo equacionamento da situação".

Disse ainda que "no Estado Democrático de Direito nenhum segmento ou ato estatal pode estar imune aos mecanismos constitucionais de controle".

No comunicado, o Procurador-Geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, também afirma que a cracolândia não é um problema "meramente policial".

No sábado, a Folha revelou que a deflagração da operação policial no centro de São Paulo foi decidida exclusivamente pela PM sem a participação de órgãos de assistência social da cidade.

BALA DE BORRACHA

O secretário da Segurança Pública de São Paulo proibiu que a Polícia Militar utilize bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar usuários de droga na cracolândia.

A decisão, segundo ele, foi tomada após reportagem da Folha, anteontem, que mostrou policiais lançando bombas e atirando balas de borracha contra cerca de cem usuários de droga que se concentravam na cracolândia.

A Rota, tropa de elite da PM, passou ontem a integrar a operação. Com isso, o número de policiais militares na nova fase da intervenção passa a ser de 287 -152 deles da Rota-, pouco mais que o dobro do efetivo até ontem.

Segundo a PM, a segurança foi reforçada em bairros como Bom Retiro, Santa Cecília e Higienópolis, para evitar que usuários se aglomerem em bairros próximos.

Editoria de Arte/Folhapress
Ação na cracolândia 7.jan
Ação na cracolândia 7.jan
 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade