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Alckmin diz que vai avaliar se houve abuso durante reintegração
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PAULO GAMA
DE SÃO PAULO
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira que serão avaliados possíveis abusos cometidos pela Polícia Militar na reintegração de posse da favela Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de São Paulo).
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Ontem, a Polícia Militar cumpriu ordem de reintegração da área, invadida há oito anos. Houve confronto entre policiais e moradores. Ao menos três pessoas ficaram feridas, uma delas por um tiro.
"[Abuso] Sempre é avaliado. A operação foi acompanhada por um juiz de direito, filmada e documentada. Mas a polícia tem de cumprir ordem judicial", afirmou.
Alckmin disse também ter sido procurado na manhã de ontem (22) pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para falar sobre a operação.
| Apu Gomes/Folhapress | ||
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| PMs se posicionam próximo à favela do Pinheirinho após reintegração de posse em São José dos Campos |
O governo federal, que trabalhava para uma saída negociada, se disse surpreendido com a ação.
"Não posso dizer que ele [Cardozo] manifestou apoio nem desapoio. Foi informado da ação e entendeu perfeitamente que ordem judicial se cumpre."
Essa é a segunda ação da Polícia Militar que opõe o governo federal ao governo de São Paulo em 2012. No início do ano, a ação na cracolândia -- comandada pelo Bandeirantes e pela Prefeitura de São Paulo -- já havia colocado parte do Planalto em atrito com o governo estadual.
"Vamos trabalhar juntos [com o governo federal] para atender as famílias", afirmou Alckmin.
O governador disse que 180 assistentes sociais da Prefeitura de São José dos Campos foram designados para realizar o cadastramento das famílias que moravam na área, e que o destino definitivo dessas pessoas será definido a partir da conclusão do cadastro.
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