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Vazia de dia, região da cracolândia terá festas hoje e sábado
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RAPHAEL SASSAKI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A cracolândia está vazia. Após três semanas de operação policial na região, no centro de São Paulo, grupos de usuários de crack que chegavam a fechar trechos de ruas não são mais vistos no entorno da rua Helvétia, antes centro do consumo da droga.
Ao mesmo tempo, novos pontos onde dependentes se reúnem são formados em ruas da Luz, Santa Cecília e Liberdade. Na madrugada, grupos de usuários se concentram na rua dos Gusmões.
Com debandada dos usuários de drogas, Estado e prefeitura preparam uma grande "comemoração", em dois eventos que levam música e serviços de assistência social aos moradores da Luz.
Hoje a prefeitura dará cortes de cabelo e emissão de documentos para moradores de rua. No sábado o governo estadual levará shows de hip hop, balcão de empregos e tendas de auxílio jurídico para a praça Júlio Prestes.
O governo estadual trata os eventos como um marco de uma nova fase na operação.
"Vamos caminhando para isso. Eu diria que estamos vivendo um momento novo, mas ainda há um longo trabalho", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo assessores do governo, as próximas semanas serão de intensificação dos serviços de assistência social e de tratamento médico.
| Carlos Cecconello - 08.abr.11/Folhapress | ||
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| ANTES: Usuários de crack interrompem trânsito na rua Helvétia; consumo de droga era feito livremente |
| Carlos Cecconello/Folhapress | ||
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| DEPOIS: Após operação iniciada no início de janeiro, consumidores de drogas sumiram da cracolândia |
SEM DETALHES
O governo não detalha nenhuma ação permanente futura. Após os eventos, os serviços serão interrompidos.
Até a tarde de ontem, haviam sido feitas 126 internações, número pouco superior à média dos últimos anos --96 por mês, de 2009 até o início da operação, no dia 3.
Assistentes sociais dizem que a operação causou a perda de vínculo com usuários de crack. E que nem só dependentes foram expulsos.
Comerciantes tiveram negócios fechados pela fiscalização da prefeitura. Com a loja fechada, Luiz Diniz, 54, está sem emprego. "Estou na rua da amargura. Para eles, todo mundo é viciado."
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