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26/01/2012 - 00h25

Posto para familiares de desaparecidos é montado no centro do Rio

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DO RIO

A Prefeitura do Rio montou um posto de informações para familiares dos desaparecidos no desabamento de dois prédios no centro da cidade na noite desta quarta-feira.

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O posto de informações foi montado no térreo do prédio da Caixa, na avenida Almirante Barroso. Até as 23h, os bombeiros não tinham estimativa de quantas pessoas poderiam estar sob os escombros, mas afirmavam achar difícil haver sobreviventes.

No horário, cinco pessoas já haviam sido resgatadas com vida e encaminhadas para hospitais. O estado mais grave era de Cristiane do Carmo, 28, que sofreu uma fratura no crânio e passará por uma cirurgia.

Ernesto Carriço/Agência O Dia
Dois prédios na avenida Treze de Maio desabam no Rio, cobrindo a região com poeira e entulho
Dois prédios desabaram na avenida Treze de Maio, no centro do Rio, cobrindo a região com poeira e entulho

O edifício Liberdade, de 20 andares, e o Colombo, de dez andares, desabaram e jogaram escombros nos prédios vizinhos. Havia suspeitas que um terceiro prédio pudesse ter sofrido abalos, mas uma vistoria feita pela Defesa Civil afastou a possibilidade de novo desabamento.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que ainda não era possível determinar as causas do acidente, mas que "possivelmente foi um problema estrutural".

Pessoas que estavam no edifício ao lado usaram a luz de seus telefones celulares para chamar a atenção dos bombeiros e buscar socorro. Com as escadas cheias de escombros, não havia como sair. Um grupo de 30 pessoas foi resgatado.

Os dois prédios ficam na avenida Treze de Maio, próximo ao Theatro Municipal, na Cinelândia. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.

Ernesto Carriço/Agência O Dia
Pessoas que estavam próximas à região onde dois prédios desabaram, no centro do Rio, ficam cobertas de poeira
Pessoas que estavam próximas à região onde dois prédios desabaram, no Rio, ficaram cobertas de poeira

Zelador de um dos prédios, uma das vítimas disse que o edifício Liberdade estava vazio quando houve o desmoronamento, mas de acordo com o analista de sistemas Fernando Amaro, 29, que trabalhava no quarto andar do Liberdade, um grupo de 30 pessoas participava de um treinamento profissional no imóvel.

"Eu estava na banca de jornal em frente e, de repente, ele simplesmente caiu", disse o Amaro, 29, que tinha acabado de sair do edifício quando houve o desmoronamento.

Testemunhas contam que, um pouco antes do desabamento, algumas pedras caíram do alto do Liberdade. Pouco depois, houve um estrondo e o prédio veio abaixo. Segundo testemunhas, uma empresa fazia obras no 3º e no 9º andares do prédio.

Às 21h30 houve um princípio de incêndio. De acordo com bombeiros, havia forte cheiro de gás no local. Jornalistas e curiosos foram afastados. Um cordão de isolamento mantinha todos a cerca de um quarteirão do local do desabamento.

Foram fechados os dois sentidos da avenida Almirante Barroso, entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. A rua Evaristo da Veiga também foi interditada ao tráfego, segundo a CET-Rio.

Editoria de Arte/Folhapress

Quatro estações do metrô no entorno do desabamento foram evacuadas: Uruguaiana, Carioca, Cinelândia e Presidente Vargas. A linha 1 opera de Ipanema/General Osório a Glória e de Saens Peña a Central. A linha 2 opera de Pavuna a Estácio.

Fiscais da CEG (companhia de gás do Rio) foram chamados para fechar as tubulações de gás, por medida de segurança. A empresa informou que não havia registro de reclamações de vazamento de gás no prédio, nem vistoria agendada. A Light desligou o fornecimento de energia nos arredores para evitar incêndios.

Vídeo

Moradores de edifícios vizinhos contaram que sentiram os imóveis balançarem, como se estivesse acontecendo um terremoto. "Senti meu colchão tremer. Abri a janela e não vi nada, só poeira. Fiquei desesperada, não sabia o que fazer", disse a auxiliar de enfermagem Diane Silva Souza, 35, moradora de um apartamento na rua Senador Dantas.

Carros que estavam estacionados no entorno ficaram cobertos de poeira e entulho. A poeira se espalhava até o Largo da Carioca, a cerca de 450 metros de distância.

Vanderlei Almeida/France Presse
Veículos estacionados próximos aos prédios que caíram no centro do Rio são cobertos por poeira e entulho
Veículos estacionados próximos aos prédios que caíram no centro do Rio são cobertos por poeira e entulho
 

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