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Obra em prédio que desabou no Rio não tinha registro no Crea
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DO RIO
Atualizado às 19h20.
O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) do Rio informou na manhã desta quinta-feira que não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares do edifício Liberdade, um dos que desabaram ontem (25) no centro do Rio.
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Bombeiros que atuaram no Haiti buscam vítimas no Rio
Indícios apontam que desabamento foi causado por dano estrutural
| Editoria de Arte/Folhapress |
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De acordo com relatos de testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andar do prédio. Os pavimentos pertencem à empresa Tecnologia Organizacional. Em nota, ela lamentou o acidente, mas não deu informações sobre a obra.
Segundo o subsecretário da Defesa Civil, Márcio Mota, cinco corpos de vítimas já foram localizados nos escombros, mas apenas três deles foram retirados. Há registro ainda de cinco pessoas feridas em decorrência do desabamento. Três permanecem internadas.
A Defesa Civil estadual trabalha como principal hipótese de causa do acidente falhas estruturais no prédio, possivelmente causados pela obra.
De acordo com o Crea, qualquer obra de grande porte deve ter uma anotação de responsabilidade técnica no conselho, que aponta o engenheiro responsável. Não havia nenhum referente ao prédio no momento.
"Estamos acompanhando de perto o trabalho das equipes de socorro, uma vez que temos funcionários envolvidos no acidente. Assim que tivermos mais informações sobre o ocorrido iremos compartilhar com a imprensa", disse a nota da empresa Tecnologia Organizacional.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou mais cedo que os indícios apontam que uma falha estrutural do prédio maior --de 20 andares-- levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de 10 e quatro andares". Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas será dada pela perícia.
Três prédios vizinhos aos imóveis que desabaram estão interditados porque os escombros caíram próximos a eles, mas apenas por precaução. Não há risco de desabamento. Outros prédios da rua foram vistoriados e não foi encontrado indício de dano, mas estão fechados para evitar movimentação.
Na manhã de hoje, os bombeiros receberam o reforço de três cães farejadores para realizar as buscas pelos desaparecidos. Também trabalham no local bombeiros que atuaram no Haiti após o terremoto ocorrido no início de 2010.
| Beth Santos/Divulgação PCRJ | ||
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| Bombeiros fazem buscas por vítimas em escombros após desabamento de prédios no Rio; cinco morreram |
INTERDIÇÃO
Devido ao trabalhos no local do desabamento, a avenida 13 de Maio (onde ocorreu os desabamento) está totalmente interditada nesta quinta-feira.
A avenida Almirante Barroso também foi bloqueada entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. Já Senador Dantas funciona com mão invertida entre a Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.
O metrô funciona normalmente hoje. Ontem, as estações Uruguaiana, Carioca, Cinelândia e Presidente Vargas precisaram ser fechadas devido ao desabamento.
DOAÇÕES DE SANGUE
O HemoRio, que coleta sangue para distribuir aos bancos dos hospitais do Estado, informou que precisa de doações devida ao desabamento. O HemoRio está aberto e funciona na rua Frei Caneca, 8, região central.
Segundo a assessoria de imprensa, o estoque já estava baixo, e algumas bolsas de sangue já foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar, onde três feridos ainda estão internados.
| Juca Varella/Folhapress | ||
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| Equipes trabalham em escombros após desabamento de três prédios no centro do Rio; 19 estão desaparecidos |
DESABAMENTO
Os três prédios localizados ao lado do Theatro Municipal desabaram por volta das 20h30. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.
Pessoas que estavam em um edifício próximo usaram a luz de seus telefones celulares para chamar a atenção dos bombeiros e buscar socorro. Com as escadas cheias de escombros, não havia como sair. Um grupo de 30 pessoas foi resgatado.
Zelador de um dos prédios, uma das vítimas disse que o edifício Liberdade estava vazio quando houve o desmoronamento, mas de acordo com o analista de sistemas Fernando Amaro, 29, que estava no quarto andar do Liberdade, um grupo de 30 pessoas participava de um treinamento profissional no imóvel.
Às 21h30 houve um princípio de incêndio. De acordo com bombeiros, havia forte cheiro de gás no local. Jornalistas e curiosos foram afastados. Um cordão de isolamento mantinha todos a cerca de um quarteirão do local do desabamento.
Fiscais da CEG (companhia de gás do Rio) foram chamados para fechar as tubulações de gás, por medida de segurança. A empresa informou que não havia registro de reclamações de vazamento de gás no prédio, nem vistoria agendada. A Light desligou o fornecimento de energia nos arredores para evitar incêndios.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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