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26/01/2012 - 16h37

Engenheiros vistoriam prédios do Theatro Municipal do Rio

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DIANA BRITO
DO RIO

Engenheiros do governo estadual estão realizando vistoria na tarde desta quinta-feira no prédio do Theatro Municipal do Rio, que fica ao lado dos três edifícios que desabaram na noite de ontem (25).

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De acordo com a direção do teatro, eles fazem análise no prédio histórico e no prédio anexo, onde funcionam as bilheterias.

Por enquanto, o único problema no prédio histórico é a grande quantidade de poeira espalhada por todo o prédio --os engenheiros vistoriam inclusive o sistema de ar condicionado, cujas saídas são voltadas para o lado do desabamento.

Juca Varella/Folhapress
Theatro Municipal do Rio fica coberto de poeira após desabamento de três prédios na noite de quarta-feira
Theatro Municipal do Rio fica coberto de poeira após desabamento de três prédios na noite de quarta-feira

Ainda não se sabe se acervos do teatro foram danificados. Segundo a direção, o prédio da bilheteria, mais próximo aos imóveis que ruíram, sofreu danos e terá que ser reparado.

A programação do teatro está em recesso --a temporada de eventos começa somente em março.

DESABAMENTO

Os três prédios localizados ao lado do teatro desabaram por volta das 20h30. Segundo o subsecretário da Defesa Civil, Márcio Mota, cinco corpos de vítimas já foram localizados nos escombros, mas apenas três deles foram retirados. O Corpo de Bombeiros, no entanto, ainda não confirma a localização de mais dois corpos.

Ao menos 19 pessoas ainda estão desaparecidas.

Ontem, cinco pessoas foram resgatadas com vida, mas ficaram feridas. Três permanecem internadas no hospital Souza Aguiar.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou na manhã de hoje que os indícios apontam que é improvável que o desabamento de três prédios no centro do Rio tenha sido causado por uma explosão. A principal hipótese até o momento aponta para problema na estrutura de um dos prédios.

Beth Santos/Divulgação PCRJ
Bombeiros fazem buscas por vítimas em escombros após desabamento de prédios no Rio; cinco morreram
Bombeiros fazem buscas por vítimas em escombros após desabamento de prédios no Rio; cinco morreram

"Provavelmente, houve uma falha estrutural do prédio maior --de 20 andares-- que levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de 10 e quatro andares", afirmou o prefeito. Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas do desabamento será dada pela perícia.

Segundo o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio, não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares de um dos prédios que desabou. De acordo com relatos de testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andar do prédio.

Os prédios da região foram interditados. De acordo com os bombeiros, eles não foram comprometidos, mas foram interditados por precaução. O prédio do Liceu Literário Português é um dos que foram esvaziados.

Editoria de Arte/Folhapress

INTERDIÇÃO

Devido ao trabalhos no local do desabamento, a avenida 13 de Maio (onde ocorreu os desabamento) está totalmente interditada nesta quinta-feira.

A avenida Almirante Barroso também foi bloqueada entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. Já Senador Dantas funciona com mão invertida entre a Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.

O metrô funciona normalmente hoje. Ontem, as estações Uruguaiana, Carioca, Cinelândia e Presidente Vargas precisaram ser fechadas devido ao desabamento.

Juca Varella/Folhapress
Equipes trabalham em escombros após desabamento de três prédios no centro do Rio; 19 estão desaparecidos
Equipes trabalham em escombros após desabamento de três prédios no centro do Rio; 19 estão desaparecidos

DOAÇÕES DE SANGUE

O HemoRio, que coleta sangue para distribuir aos bancos dos hospitais do Estado, informou que precisa de doações devida ao desabamento. O HemoRio está aberto e funciona na rua Frei Caneca, 8, região central.

Segundo a assessoria de imprensa, o estoque já estava baixo, e algumas bolsas de sangue já foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar, onde três feridos ainda estão internados.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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