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26/01/2012 - 20h34

Prédios que desabaram no Rio estavam em situação regular

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Prefeitura do Rio informou na noite desta quinta-feira que os três prédios quer desabaram ontem no centro do Rio estavam em situação regular e possuíam Habite-se --documento emitido pelo município. Quatro pessoas morreram no acidente. Os imóveis ficavam no nos números 44, 40 e 38 da avenida Treze de Maio.

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O prédio de número 44 havia sido fundado em 1940 e tinha 18 pisos de salas comerciais, além de loja e sobreloja.

No número 40, ficava um imóvel de quatro andares --de salas comerciais, loja e sobreloja-- de 1938.

O terceiro edifício ficava no número 38, também era de 1938 e tinha 10 pisos, além de loja e sobreloja.

A prefeitura ainda acrescentou que, segundo o Plano Diretor, não há necessidade de licença para obras de modificação interna, sem acréscimo de área e que não impliquem em alterações das áreas comuns das edificações. Desse modo, não constam na Secretaria de Urbanismo pedidos de licenciamento nem denúncias sobre obras recentes nesses imóveis.

Juca Varella/Folhapress
Equipes trabalham em escombros após desabamento de três prédios no centro do Rio; 19 estão desaparecidos
Equipes trabalham em escombros após desabamento de três prédios no centro do Rio; 19 estão desaparecidos

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou na manhã de hoje que os indícios apontam que é improvável que o desabamento de três prédios no centro do Rio tenha sido causado por uma explosão. A principal hipótese até o momento aponta para problema na estrutura de um dos prédios.

"Provavelmente, houve uma falha estrutural do prédio maior --de 20 andares-- que levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de 10 e quatro andares", afirmou o prefeito. Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas do desabamento será dada pela perícia.

Segundo o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio, não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares de um dos prédios que desabou. De acordo com relatos de testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andar do prédio.

Os prédios da região foram interditados. De acordo com os bombeiros, eles não foram comprometidos, mas foram interditados por precaução. O prédio do Liceu Literário Português é um dos que foram esvaziados.

Fiscais da CEG (companhia de gás do Rio) foram chamados para fechar as tubulações de gás, por medida de segurança. A empresa informou que não havia registro de reclamações de vazamento de gás no prédio, nem vistoria agendada. A Light desligou o fornecimento de energia nos arredores para evitar incêndios.

Editoria de Arte/Folhapress

 

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