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Equipe usa sensores de calor para buscar vítimas de desabamento
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DO RIO
Atualizado às 09h51.
O Corpo de Bombeiros do Rio e a Defesa Civil estadual utilizam sensores de calor e cães farejadores para o resgate das vítimas do desabamento de três prédios no centro da cidade.
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| Editoria de Arte/Folhapress |
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Os sensores de som foram deixados de lado pelas equipes de salvamento. Os bombeiros entenderam que o barulho no centro da cidade, mesmo sendo à noite, atrapalharia na busca dos desaparecidos. "Nessa hora, os cães farejadores são a nossa maior arma", afirmou o capitão Lauro Botto.
Ao todo, 60 homens do Corpo de Bombeiros do Rio e da Defesa Civil estadual foram mobilizaram para o resgate das vítimas.
Dentre eles, profissionais experientes que atuaram no terremoto do Haiti, nas chuvas na região serrana do Rio e no desabamento do Morro do Bumba, em Niterói.
Além de homens de quatro quartéis, outros bombeiros foram ao local como voluntários para tentar ajudar no salvamento.
A CET-Rio e a Guarda Municipal espalharam cerca de 200 homens pela região para evitar que ocorressem problemas no trânsito. Também tinham como objetivo evitar a aproximação de curiosos.
A eles se juntaram 20 policiais militares em quatro pontos. A Secretaria Municipal de Obras disponibilizou um guindaste para cem toneladas, além de sete escavadeiras utilizadas para a retirada dos entulhos.
| editoria de arte/folhapress | ||
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VÍTIMAS
Até a manhã desta sexta-feira, seis corpos de vítimas já tinham sido localizados entre os escombros. A Prefeitura do Rio já tinha afirmado na noite de ontem que o número de desaparecidos chegada a 22.
Entre os mortos já levados ao IML (Instituto Médico Legal) e identificados estão o porteiro Cornélio Ribeiro Lopes, 73; Celso Renato Braga Cabral, 44; e o catador de papelão Moisés Moraes da Silva (idade não revelada). As mulheres encontradas nos escombros ainda não foram identificadas.
DESABAMENTO
Os três prédios localizados ao lado do Theatro Municipal desabaram por volta das 20h30. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.
Devido ao trabalhos no local do desabamento, a avenida Treze de Maio (onde ocorreu os desabamento) permanece interditada. A avenida Almirante Barroso também foi bloqueada entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. Já Senador Dantas funciona com mão invertida entre a Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.
| Juca Varella/Folhapress | ||
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| Theatro Municipal do Rio fica coberto de poeira após desabamento de três prédios na noite de quarta-feira |
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou ontem (26) que os indícios apontam que é improvável que o desabamento dos três prédios tenham sido causado por uma explosão. A principal hipótese até o momento aponta para problema na estrutura de um dos prédios.
"Provavelmente, houve uma falha estrutural do prédio maior --de 18 andares-- que levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de dez e quatro andares", afirmou o prefeito. Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas do desabamento será dada pela perícia.
Segundo o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio, não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares de um dos prédios que desabou. De acordo com relatos de testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andares do prédio.
A prefeitura informou que os três prédios estavam em situação regular e possuíam Habite-se --documento emitido pelo município.
Os prédios da região foram interditados. De acordo com os bombeiros, eles não foram comprometidos, mas foram evacuados por precaução. O prédio do Liceu Literário Português é um dos que foram esvaziados.
| Paulo Alvadia/Ag. O Dia | ||
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| O ajudante de obras Alexandro Fonseca, 31, abraça a família após deixar o hospital Souza Aguiar, no Rio |
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