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27/01/2012 - 12h34

Auxiliar salvo por elevador diz que obra não mexia em estrutura

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DIANA BRITO
DO RIO

O ajudante de obras Alexandre Fonseca, 31, que sobreviveu ao desabamento de três prédios no centro do Rio ao se abrigar dentro do elevador, afirmou que não mexeu em pilares, vigas e lajes, que poderiam comprometer a estrutura do local.

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Fonseca, que prestará depoimento à polícia hoje, afirmou que a obra que acontecia no nono andar do prédio Liberdade --o maior dos três que ruíram-- derrubou apenas duas paredes para remover dois banheiros. Ele disse ainda que não acredita que a obra tenha sido a causa do acidente.

Segundo testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andar do edifício. O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio, no entanto, afirmou ontem (26) que não havia registro das obras no local.

"Provavelmente, houve uma falha estrutural do prédio maior --de 18 andares-- que levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de 10 e quatro andares", afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Fonseca diz que levava material quando viu o teto desabando. "A minha primeira reação foi me jogar de volta ao elevador. Ele despencou em queda livre ficando preso entre o terceiro e quarto andar. No andar em que estava não teve explosão, não teve nada. Cheiro, só de tinta", disse.

Paulo Alvadia - 25.jan.12/Ag. O Dia
O ajudante de obras Alexandro Fonseca, 31, abraça a família após deixar o hospital Souza Aguiar, no Rio
O ajudante de obras Alexandro Fonseca, 31, abraça a família após deixar o hospital Souza Aguiar, no Rio

VÍTIMAS

Até a tarde desta sexta-feira, oito corpos de vítimas já tinham sido localizados entre os escombros. A Prefeitura do Rio havia afirmado mais cedo que o número de desaparecidos chegada a 22.

Entre os mortos já levados ao IML (Instituto Médico Legal) e identificados estão o porteiro Cornélio Ribeiro Lopes, 73; Celso Renato Braga Cabral, 44; e o catador de papelão Moisés Moraes da Silva (idade não revelada). As mulheres encontradas nos escombros ainda não foram identificadas.

DESABAMENTO

Os três prédios localizados ao lado do Theatro Municipal desabaram por volta das 20h30. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.

Devido ao trabalhos no local do desabamento, a avenida Treze de Maio (onde ocorreu os desabamento) permanece interditada. A avenida Almirante Barroso também foi bloqueada entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. Já Senador Dantas funciona com mão invertida entre a Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.

Juca Varella/Folhapress
Theatro Municipal do Rio fica coberto de poeira após desabamento de três prédios na noite de quarta-feira
Theatro Municipal do Rio fica coberto de poeira após desabamento de três prédios na noite de quarta-feira

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou ontem (26) que os indícios apontam que é improvável que o desabamento dos três prédios tenham sido causado por uma explosão. A principal hipótese até o momento aponta para problema na estrutura de um dos prédios.

"Provavelmente, houve uma falha estrutural do prédio maior --de 18 andares-- que levou ao desabamento dos outros dois prédios menores --de dez e quatro andares", afirmou o prefeito. Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas do desabamento será dada pela perícia.

Segundo o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio, não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares de um dos prédios que desabou. De acordo com relatos de testemunhas, havia obras nos 3º e 9º andares do prédio.

A prefeitura informou que os três prédios estavam em situação regular e possuíam Habite-se --documento emitido pelo município.

Os prédios da região foram interditados. De acordo com os bombeiros, eles não foram comprometidos, mas foram evacuados por precaução. O prédio do Liceu Literário Português é um dos que foram esvaziados.

 

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