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29/01/2012 - 19h29

Promotoria denuncia cinco por assassinato do diretor da TV Barretos

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DE SÃO PAULO

O Ministério Público ofereceu denúncia (acusação formal) à Justiça contra cinco pessoas por envolvimento na morte de Marco Antonio Moreira Lagos, 34, então diretor da TV Barretos. Lagos foi morto a tiros na noite de 27 de junho do ano passado, no estacionamento de um hotel em Barretos (423 km de São Paulo).

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De acordo com a denúncia, formulada pelo promotor Aluisio Antonio Maciel Neto, o crime foi cometido por Adriano Dias de Souza, que atirou em Lagos, atingindo-o pelas costas quando ela entrava em seu carro. O diretor morava no hotel, onde Adriano se hospedou por duas vezes para observar a rotina da vítima, segudo a Promotoria.

As investigações apontam que Lagos foi morto a mando de Milton Diniz Soares de Oliveira, Rafael Sasdelli Soares de Oliveira e Lucas Sasdelli Soares de Oliveira. Os três eram mantenedores da Fundação de Educação e Telecomunicação de Barretos, do Ceso (Centro Educacional Soares de Oliveira), do Sistema Educacional Soares - Ouro Branco Ltda e do Ibep (Instituto Barretense de Educação e Pesquisa), que foram vendidos para Lagos em outubro de 2010.

Eles firmaram com o diretor um contrato de cessão onerosa de direitos de exploração pelo valor de R$ 5,5 milhões, pelo qual Lagos se comprometeu a pagar R$ 5 milhões até 15 de abril de 2011, além de integralizar R$ 500 mil em investimento em curto prazo.

A vítima assumiu a direção das instituições, pagou parte da dívida e assumiu os encargos das instituições, mas não quitou o débito no prazo estabelecido. Milton, Rafael e Lucas, então, decidiram matar Lagos e, assim, reassumir o controle dos negócios.

Lucas, que é médico na Santa Casa de Limeira (151 km de São Paulo), contatou João Aparecido Domingues, que também trabalhava no hospital, e João indicou Adriano Dias de Souza.

Depois, João levou Milton Diniz Soares de Oliveira até Adriano, que aceitou assassinar Lagos sob a promessa de receber R$ 80 mil pelo crime. A quantia de R$ 6.000 foi adiantada a Adriano, para que ele comprasse uma arma e um carro para a prática do crime. Em companhia de Rafael, o médico levou Adriano até Barretos, onde, dias depois, Lagos foi morto.

Os cinco foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (mediante paga e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima). O Ministério Público também pediu a decretação da prisão preventiva de todos os envolvidos no crime.

 

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