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Vítima de acidente em frigorífico melhora; 3 continuam internados
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DE SÃO PAULO
Uma das vítimas que permanecem internadas após sofrerem intoxicação ontem no frigorífico Marfrig, em Bataguassu (MS), apresentou melhora e deve deixar a Unidade de Terapia Intensiva Coronariana da Santa Casa de Presidente Prudente (558 km de São Paulo) ainda hoje. Quatro pessoas morreram na ocasião.
Polícia Ambiental multa frigorífico em R$ 1 mi após acidente
Bombeiros tentam neutralizar gás em curtume em MS
Três vítimas continuam internadas após intoxicação por gás
Quatro morrem intoxicados em curtume em Mato Grosso do Sul
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, Leonardo Oliveira Silva, 36, respira sem a ajuda de aparelhos e não apresenta nenhum sintoma neurológico. Com isso, ele deve ser encaminhado para um quarto comum da unidade na tarde de hoje.
Outras duas vítimas também permanecem internadas na unidade. Uma delas, Vinícius Alcântara Gartiner, 24, apresentou arritmia pela manhã e permanece respirando com a ajuda de aparelhos. Ele e Sidney da Silva Vitorio, 39, desenvolveram pneumonia, mas já estão em fase de retirada da sedação.
Inicialmente, os bombeiros tinham informado que outras 16 pessoas foram intoxicadas, mas segundo a Secretaria de Saúde de Bataguassu, 28 pessoas passaram mal em decorrência do acidente e, destas, 21 foram internadas. Os outros 18 funcionários, que estavam em Bataguassu, já foram liberados.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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MULTA
A Polícia Militar Ambiental multou em R$ 1 milhão o frigorífico após o acidente em um curtume (lugar onde é feito o processamento de couro).
De acordo com a PM, a multa foi aplicada em virtude da poluição causada pelo gás que foi liberado em decorrência de uma reação química. A corporação ressalta, porém, que o valor poderá ser ampliado ou reduzido pelo Instituto de Meio Ambiente, ao final do processo administrativo.
A polícia também afirmou, em nota, que a empresa possuía todas as licenças ambientais exigidas. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouve testemunhas nesta quarta-feira. Os trabalhos continuam no local do acidente, que permanece isolado.
Além do procedimento administrativo, um inquérito civil já foi aberto pela Polícia Civil para apurar as causas do acidente. Ontem, o delegado Pedro Caravina esteve no local acompanhando o recolhimento de material que deve atestar qual foi a reação química que ocasionou a intoxicação.
ACIDENTE
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o acidente aconteceu durante o descarregamento de 10 mil litros de um agente à base de sulfidrato de sódio em um dos três tanques instalados no curtume.
O motorista relatou que, depois de ter descarregado aproximadamente 600 litros, houve uma reação química com uma substância desconhecida, o que levou à formação de uma massa de gás.
Três funcionários que estavam em uma estrutura acima do tanque desmaiaram logo depois da propagação do gás tóxico. Outro homem ainda tentou descer as escadas e sair do local, mas desmaiou no caminho.
Os quatro funcionários morreram: Edimar Felisbino da Silva, Karl Matheus Luft, Waldir Henrique Raimundo e Marcus Vinicius da Silva Melo. Dos quatro mortos, três moravam em Bataguassu e um era de Presidente Epitácio (SP).
Inicialmente, os bombeiros informaram que 16 foram intoxicadas. Segundo a secretaria de Saúde de Bataguassu, 28 pessoas passaram mal e, destas, 21 foram internadas. Com exceção dos três que ainda estão na Santa Casa de Presidente Prudente, os outros 18 funcionários, que estavam em Bataguassu, já foram liberados.
O professor de química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Silvio César de Oliveira diz que o sulfidrato de sódio é um agente redutor usado em curtumes para retirar o pelo do couro bovino. Em meio ácido, numa reação química, essa substância pode levar à formação do ácido sulfídrico, altamente tóxico e corrosivo.
Segundo os bombeiros, o motorista fechou a válvula de descarregamento do caminhão e afastou-se.
Em nota, a assessoria do Grupo Marfrig informou que a unidade de curtume foi evacuada e que as causas do acidente serão apuradas.
O grupo Marfrig, dono da marca Seara, deve se tornar a maior processadora de carnes do mundo neste ano, após receber os ativos da Brasil Foods. Possui fábricas na Argentina, Chile, México, Uruguai, Estados Unidos, França, Holanda, Reino Unido, África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul e Tailândia.
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