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02/02/2012 - 11h38

Operação prende 11 suspeitos de desviar remédios de hospitais em SP

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DE SÃO PAULO

Atualizado às 17h29.

Uma operação conjunta do Ministério Público com a Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quinta-feira 11 suspeitos de integrar uma quadrilha que desviava remédios caros para tratamento contra o câncer de hospitais públicos. O líder do grupo já estava preso e teve outro mandado de prisão decretado por novas suspeitas.

Esquema de desvio de remédios era comandado da prisão

De acordo com a Promotoria, a quadrilha furtava medicamentos de alto custo da rede estadual de saúde, com a ajuda de funcionários públicos, e os revendia para farmácias e distribuidoras. O prejuízo aos cofres públicos foi de pelo menos R$ 10 milhões.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em hospitais como o Brigadeiro, o Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer e o hospital Samaritano. Uma funcionária do Brigadeiro está entre os presos. Em vídeo divulgado pela TV Globo, ela aparece tentando esconder caixas de remédios no hospital.

Vídeo

Na casa dos acusados, em farmácias e distribuidoras foram apreendidos vários tipos de medicamentos de origem controlada destinados a tratamento contra o câncer. Também foram apreendidos os carros dos suspeitos.

A operação "Medula 3" foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate) e pela Corregedoria Geral da Administração, ligada à Casa Civil do governo do Estado.

Além da capital paulista, o grupo é suspeito de atuar no Rio de Janeiro e em Praia Grande (litoral de São Paulo).

SAIBA MAIS

A operação de hoje foi a terceira leva de prisões contra acusados de desviar remédios de hospitais públicos.

Em maio de 2010, seis pessoas foram presas suspeitas de participar de roubos a um posto de distribuição de remédios da rede pública na zona sul de São Paulo. O prejuízo chegou a R$ 8 milhões.

O alvo dos roubos foi o remédio Mabthera, uma droga de alta tecnologia contra o câncer do sistema linfático. Cada caixa custa cerca de R$ 8.000, mas em razão de descontos obrigatórios definidos por lei, a Secretaria da Saúde paga perto de R$ 6.000 e o entrega gratuitamente aos pacientes cadastrados.

Em setembro de 2009, nove pessoas foram presas na primeira investida contra o desvio de remédios. Na ocasião, a polícia informou que o prejuízo chegava a R$ 40 milhões.

A quadrilha usava 13 distribuidoras para vender os remédios para hospitais e clínicas de 20 Estados e o Distrito Federal --entre eles o Fleury Hospital-Dia, em Higienópolis (região central de SP).

Meses depois das primeiras prisões, remédios desviados foram apreendidos em Maringá (PR) e mais quatro suspeitos foram presos em cidades do interior de São Paulo acusados de roubar caminhões com medicamentos.

 

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