Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
04/02/2012 - 17h54

Policial que cometer crime na BA vai para presídio federal, diz ministro

Publicidade

 

DA AGÊNCIA BRASIL

Ao visitar a Bahia neste sábado, no quarto dia da paralisação da PM (Polícia Militar), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que, por solicitação do governo do Estado, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) já reservou vagas em presídios federais para encaminhar, se necessário, policiais que tenham cometido algum tipo de crime durante o movimento grevista.

Cardozo se reuniu com o governador da Bahia, Jaques Wagner, e disse que todas as ocorrências criminosas serão tratadas como crimes federais.

Veja fotos da greve da PM na Bahia
Governador diz que policiais em greve em Salvador cometem crimes
Policial morre com 15 tiros na BA; mortes chegam a 59 com greve
Com Exército e Força Nacional nas ruas, praias lotam em Salvador
Justiça manda prender 12 grevistas da PM, diz governador baiano

"Todos os crimes cometidos nesse período são qualificados como crimes federais e serão tratados como tais. Seremos muito firmes no cumprimento do nosso dever", disse Cardozo em entrevista na Base Aérea de Salvador.

O ministro viajou à Bahia acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, e da secretária nacional da Segurança Pública (Senasp), Regina Miki. Cardozo considerou "inaceitável" a forma como os policiais estão conduzindo a greve. "O Estado de Direito não permite o abuso do próprio direito. Isso [a greve], da forma como está sendo tratado, é inaceitável."

Pelo menos 12 mandados de prisão já foram expedidos contra militares grevistas. Hoje, o governador Jaques Wagner descartou a possibilidade de concessão de anistia militar para todos os envolvidos no movimento grevista, uma reivindicação feita pelo conjunto das associações que representam PMs na Bahia.

Arestides Baptista/Agência A Tarde/Folhapress
Loja é saqueada em Salvador durante a greve da PM; agentes da Força Nacional e militares patrulham ruas
Loja é saqueada em Salvador durante a greve da PM; agentes da Força Nacional e militares patrulham ruas

"Sou um democrata convicto e a única regra que faz a democracia funcionar é o respeito à lei", disse o governador, que fez questão de ressaltar que não se trata de uma ato de "arrogância ou de intolerância" do governo. "Se alguém depreda ônibus, depreda o carro da polícia, se alguém sai na rua atirando para cima, isso tudo é crime".

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia estima que um terço da Polícia Militar do Estado esteja parada. O efetivo conta com 31 mil policiais.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade