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06/02/2012 - 20h15

Greve de policiais na BA prejudica atendimento em órgãos públicos

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DA AGÊNCIA BRASIL

A greve da Polícia Militar da Bahia levou à suspensão do funcionamento de vários órgãos da Justiça nesta segunda-feira. A necessidade de preservar a integridade física dos funcionários e dos cidadãos foi a explicação mais comum para a medida.

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Também foi alegada a dificuldade de acionar o Centro Administrativo da Bahia caso necessário. O centro está localizado na mesma área da Assembleia Legislativa baiana, que foi ocupada pelos grevistas.

Os três níveis de Justiça na Bahia (estadual, federal e trabalhista) não funcionaram ou encerraram o expediente mais cedo. Os prazos processuais também foram suspensos e os tribunais passaram para regime de plantão apenas para os casos urgentes. O mesmo ocorreu com as três vertentes do Ministério Público.

Na Defensoria Pública do Estado, o expediente terminou às 17h, e na Defensoria Pública da União, foram atendidos apenas os cidadãos que já estavam na sede do órgão até as 14h, assim como os casos urgentes envolvendo questões criminais, de saúde e questões decorrentes do movimento grevista.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O deputado estadual Sargento Isidoro (PSB), que defende a greve dos PMs, protesta em frente à Assembleia Legislativa
O deputado estadual Sargento Isidoro (PSB), que defende a greve dos PMs, protesta em frente à Assembleia

GREVE

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

O governador Jaques Wagner (PT) disse à Folha que não pagará nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado.

A Assembleia Legislativa foi invadida pelos grevistas e está cercada por homens do Exército desde a madrugada. A luz foi cortada no local.

Na manhã de hoje, diversos focos de tumulto ocorreram no local. Um deles começou quando alguns familiares e PMs que estão do lado de fora da Assembleia tentaram invadir o prédio. Eles foram contidos por homens do Exército, que usaram balas de borracha e bombas de efeito moral.

Em seguida, houve um novo princípio de tumulto, quando homens da Força Nacional imobilizaram um soldado da PM sob suspeita dele estar portando arma. Outros policiais reagiram e houve disparo de balas de borracha e gás pimenta para a dispersão do grupo. Após a revista, foi constatado que o PM não estava armado.

Com a greve, foram registrados arrastões e o número de assassinatos chegou a 93 na região metropolitana de Salvador desde quarta-feira (1º).

 

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