Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
06/02/2012 - 20h50

Ministro da Justiça chama de "vandalismo" ação de PMs na Bahia

Publicidade

 

DE BRASÍLIA

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou de "vandalismo" a atitude de alguns dos policiais militares que estão em greve na Bahia. "Uma coisa é reivindicar e exercer o direito de greve; outra coisa é o abuso, a prática de crimes e atos de vandalismo. Infelizmente, uma minoria de policiais tem agido dessa forma", disse durante entrevista nesta segunda-feira.

Veja fotos da greve da PM na Bahia
Greve prejudica atendimento em órgãos públicos
Greve faz EUA recomendarem adiamento de viagem
Secretaria de Saúde cancela evento em Salvador
Líder pede que PMs não provoquem soldados
Forças federais usam bala de borracha na BA
Não darei anistia a PM bandido, diz governador

"O direito de reivindicar é legítimo, o que se discute aqui é o método. Se alguém imaginava que usar esse expediente criminoso vai ter sucesso, está enganado", afirmou Cardozo.

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários. Desde o início a noite de terça-feira (31), 93 homicídios foram registrados na região metropolitana de Salvador.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O deputado estadual Sargento Isidoro (PSB), que defende a greve dos PMs, protesta em frente à Assembleia Legislativa
O deputado estadual Sargento Isidoro (PSB), que defende a greve dos PMs, protesta em frente à Assembleia

Em entrevista publicada nesta segunda na Folha, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), apontou o envolvimento de policiais em tomadas de ônibus para bloquear vias e a alguns do assassinatos nos últimos dias.

Wagner ainda afirmou que os métodos usados por uma parte dos grevistas da PM são "coisa de bandido", e acrescentou que não vai ter negociação e anistia a esses policiais.

TUMULTOS

Na manhã de hoje, um grupo de policiais grevistas que estava do lado de fora da Assembleia Legislativa --ocupada pelos grevistas desde a semana passada-- se aproximou do cordão de isolamento feito pelas tropas federais que cercavam o prédio.

Os manifestantes passaram a jogar garrafas de água nos soldados. Bombas de efeito moral foram lançadas pelos soldados do Exército. Houve disparos de armas com balas de borracha. Pelo menos dois manifestantes ficaram feridos, além do cinegrafista de uma TV.

Mais cedo, outros tumultos também foram registrados em frente ao prédio. Há cerca de mil soldados do Exército no entorno da Assembleia desde as 5h de hoje. Depois da ação, grevistas que permaneciam do lado de fora do prédio formaram um círculo num terreno ao lado da Casa Legislativa.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade