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Grupo armado incendeia ônibus escolar na Bahia
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DE SÃO PAULO
Um grupo de homens armados incendiou um ônibus escolar que transportava seis alunos do município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, na manhã desta segunda-feira.
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O ataque ocorreu numa rodovia na divisa entre Lauro de Freitas e a capital baiana, que vive dias de violência com a greve de policiais militares iniciada na terça-feira (31).
Os grevistas reivindicam aumento salarial e gratificações. Segundo o governo do Estado, um terço dos 32 mil PMs aderiram ao movimento.
Segundo a Prefeitura de Lauro de Freitas, três homens armados com pistolas obrigaram o motorista do ônibus a parar e fizeram os alunos --que têm entre 13 e 16 anos de idade-- a descer correndo do veículo por volta das 7h20.
Outros dois homens, que observavam a ação em motocicletas, carregavam sacos de combustível que foram usados para incendiar o ônibus. Ninguém ficou ferido e nenhum objeto foi roubado.
Hoje foi o primeiro dia de aula da rede estadual de ensino. Depois do episódio, a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), cogitou suspender o início das atividades na rede municipal, previsto para esta quarta (8).
Os 33 mil alunos das 63 escolas municipais devem continuar em férias caso a greve continue, segundo a assessoria de comunicação da prefeitura.
Completamente queimado, o ônibus foi retirado do local pela concessionária que administra a rodovia onde ocorreu o ataque. Os bombeiros, que também estão paralisados, não apareceram para apagar o fogo, segundo a prefeitura.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
| Lunae Parracho/Reuters | ||
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| Tropas do Exército nas ruas de Salvador nesta segunda; ônibus foi incendiado no interior do Estado |
Trata-se da primeira ação violenta desse tipo ocorrida no município desde o início da greve dos policiais. Os rumores sobre a possível ocorrência de arrastões, no entanto, vêm causando pânico à população da cidade desde a última quinta (2).
No sábado (4), médicos e pacientes em estado menos grave do Hospital Municipal Jorge Novis fugiram do local com medo de ataques.
No domingo (5), a prefeitura teve de convocar os médicos e pedir segurança extra para que o hospital voltasse a funcionar.
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