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07/02/2012 - 13h38

Defensora tenta retirar 30 crianças do prédio ocupado por PMs na BA

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DA AGÊNCIA BRASIL

A defensora pública Hélia Barbosa chegou por volta das 13h à Assembleia Legislativa da Bahia, onde estão cerca de 300 policiais grevistas, para tentar convencer os pais a permitir a saída de cerca de 30 crianças do prédio.

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Segundo ela, ontem (6) foi feita a mesma tentativa, no entanto, os pais não aceitaram a proposta, mesmo com uma decisão da Justiça determinando a retirada dos menores.

Antes de entrar no prédio, ela conversou como o líder do movimento, Marcos Prisco. Ele confirmou a presença das 30 crianças e disse que o movimento não é contrário à saída delas, desde que tenham a anuência dos pais.

"Ele me garantiu que, caso os pais autorizem, o movimento não fará obstáculos para a saída das crianças. Aqui não é um local de proteção. As crianças estão vulneráveis não só no aspecto físico, mas também no psicológico."

Fábio Guibu/Folhapress
Manifestante exibe bandeira do Brasil em frente à Assembleia Legislativa, ocupada por PMs em greve
Manifestante exibe bandeira do Brasil em frente à Assembleia Legislativa da BA, ocupada por PMs em greve

Muitas delas, segundo a defensora, relataram que estão com medo de ficar à noite no prédio, que teve o fornecimento de energia e água cortado desde a madrugada de segunda-feira.

Hoje, o Exército permitiu a entrada de água, alimentos e material de higiene levados por parentes dos grevistas.

A defensora disse ainda que tentará levar as crianças primeiramente para a casa delas, aos cuidados de parentes. Em caso de crianças cujos pais não tenham confiança em deixá-las com outras pessoas, os menores poderão ser encaminhados a abrigos.

Na noite de ontem sete crianças saíram
da Assembleia Legislativa, acompanhadas de adultos.

CRÍTICAS

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, criticou a permanência de crianças na Assembleia. Segundo ela, o "uso de crianças como escudo humano" é reprovável.

"O ministro José Eduardo Cardozo [Justiça] está fazendo encaminhamentos pelo governo federal. Não consideramos que se trate de um movimento social. É uma atitude violenta contra a população, por parte de alguns que se apresentam como grevistas", disse a ministra após participar de cerimônia em Brasília.

 

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