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08/02/2012 - 11h39

Exército intensifica ação e barra envio de mantimentos para PMs

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FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR
GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR

Atualizado às 15h31.

O clima voltou a ficar tenso na manhã desta quarta-feira na área do entorno da Assembleia Legislativa da Bahia, onde estão PMs grevistas. O Exército mudou a estratégia de atuação e está bloqueando a entrada de mantimentos para os manifestantes que estão acampados no prédio desde a semana passada. O fornecimento de energia também foi cortado.

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A comida havia sido liberada ontem devido ao avanço nas negociações. Agora, porém, as forças federais estão impedindo a entrada de alimentos também para as cerca de 300 pessoas que acampam, em apoio aos grevistas, do lado de fora da assembleia.

As tropas que cercam o terreno estão se movimentando, o que incomoda os manifestantes. O comando da operação também está guinchando carros dos acampados que estão no entorno da Assembleia e reforçou os bloqueios.

Dois helicópteros chegaram a pousar na área de concentração das pessoas, mas logo decolaram, sem que ninguém tenha descido ou subido.

Ontem (7), a Polícia Federal prendeu o sargento Elias Alves, um dos líderes da greve de policiais militares na Bahia. Esse é o segundo dos 12 mandado de prisão expedidos contra comandantes da paralisação no Estado que foi cumprido.

Também ontem, foi feita uma reunião entre representantes do governo e dos grevistas, mas acabou sem acordo. Não há previsão de quando a reunião será retomada.

Fábio Guibu/Folhapress
Tanque é usado por forças federais no cerco a PMs grevistas na Assembleia Legislativa da Bahia
Tanque é usado por forças federais no cerco a PMs grevistas na Assembleia Legislativa da Bahia

OUTROS ESTADOS

Após a greve de policiais militares da Bahia, o governo federal vê risco elevado de que o problema se alastre para mais seis Estados. São eles: Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Alagoas, Espirito Santo e Rio Grande do Sul.

O Rio é considerado o local mais crítico, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias. A PM do Estado deve decidir amanhã se para ou não.

A presidente Dilma Rousseff foi comunicada de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300. A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs.

 

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