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08/02/2012 - 18h05

Homicídios chegam a 135 na região de Salvador durante greve da PM

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DE SÃO PAULO

O número de homicídios registrados na região metropolitana de Salvador já chega a 135 desde o início da greve da Polícia Militar, na noite da última terça-feira (31). Apenas entre a madrugada e a tarde desta quarta-feira, já foram registradas seis mortes desse tipo.

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O dia mais violento até agora foi a última sexta-feira (3) quando 32 pessoas foram mortas. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que divulga boletim diário com os casos de homicídio.

A pasta atualiza os dados inclusive retroativamente, pois casos registrados inicialmente como tentativas de homicídio podem ser incluídos depois como homicídio, caso a vítima morra em decorrência dos ferimentos.

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ASSASSINATOS EM SALVADOR

quarta quinta sexta sábado domingo segunda terça quarta
7 14 32 19 19 24 14 6

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Policiais em greve fazem oração em frente à Assembleia Legislativa da Bahia; Exército mantém cerco ao local
Policiais em greve fazem oração em frente à Assembleia Legislativa da Bahia; Exército mantém cerco ao local

GREVE

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Ontem (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas.

A reunião foi suspensa sem acordo. O líder do movimento, Marco Prisco, diz que as reivindicações salariais estão "bem encaminhadas". O problema, afirma, está nos mandados de prisão contra 12 grevistas, decretados pela Justiça. Prisco diz que ninguém retornará ao trabalho sem que haja uma anistia geral.

Dois dos líderes da greve com a prisão decretada já foram detidos. O último foi o sargento Elias Alves, preso por policiais federais na tarde de ontem.

Cerca de 300 grevistas permanecem acampados dentro da Assembleia Legislativa, que foi cercada por militares do Exército. Na segunda-feira, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.

 

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