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08/02/2012 - 18h29

Sem salários, empregados do barracão da Portela fazem greve

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DO RIO

Não bastasse o incêndio que no ano passado destruiu seu barracão na Cidade do Samba e a levou a fazer o pior desfile de 2011, a Portela vive um novo drama em 2012: empregados do barracão entraram em greve.

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A escola, que tem a Bahia como enredo neste ano, tem cerca de metade dos seus empregados com os braços cruzados à espera de uma definição da diretoria da agremiação, que há quatro semanas não paga os funcionários.

Empregados da escola ouvidos pela Folha e que não quiseram se identificar dizem que nenhum pagamento tem sido feito e que muitos nem sequer mais dão expediente. Simplesmente, arrumaram suas coisas e deixaram a Portela, sem concluir o trabalho ao qual estavam vinculados. São profissionais como aderecistas, costureiras, marceneiros e outros.

Todos estão insatisfeitos com a direção da escola. Dizem que a diretoria, comandada pelo presidente Nilo Figueiredo, alega que esperava patrocínio de empresas baianas, que não veio.

Procurada, a direção da escola não quis falar sobre o assunto. Por meio da assessoria de imprensa, disse apenas que os problemas serão solucionados a tempo do Carnaval e que os preparativos para o desfile continuam.

Mas os trabalhos no barracão, sob o comando do carnavalesco Paulo Menezes, estão muito atrasados. Falta terminar a decoração de praticamente todas as alegorias. Numa delas, há necessidade de oito pessoas para concluí-la a tempo. Ontem, apenas duas trabalhavam no carro.

 

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