Publicidade
Publicidade
USP quer que governos reurbanizem favelas vizinhas a seu campus
Publicidade
FÁBIO TAKAHASHI
JULIANNA GRANJEIA
DE SÃO PAULO
A reitoria da USP pediu ao Estado e à prefeitura a reurbanização de favelas no entorno da Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Além disso, afirma que vai dar apoio técnico à iniciativa.
Segundo a universidade, a solicitação foi feita porque o reitor, João Grandino Rodas, avaliou que a instituição teria de dar atenção às mais de 3.000 famílias nas favelas São Remo e Carmine Lourenço, vizinhas ao campus.
Por outro lado, setores da escola e parte dos moradores veem o risco de retirada de pessoas, num processo que eles chamam de "higienização" da área. Neste sábado haverá reunião da comunidade para discutir o tema.
Um protocolo de cooperação para a realização da reurbanização foi assinado em dezembro pela USP, governo estadual e pela prefeitura.
A ideia é que até o mês que vem já esteja pronto o levantamento parcial patrimonial e o potencial de ocupação.
Não está previsto o uso de recursos da USP para construção de moradias ou na infraestrutura. A escola deve ajudar, por exemplo, no desenho arquitetônico das casas e em atividades educacionais, esportivas e culturais na área.
AUXÍLIO
Segundo o chefe de gabinete da reitoria, Alberto Carlos Amadio, a ideia de atuar na reurbanização surgiu após pedidos pontuais dos moradores à USP, como projeto arquitetônico para um centro de convivência já instalado.
A iniciativa ganhou força com a discussão sobre a necessidade de segurança no campus, após a morte do estudante estudante Felipe Ramos de Paiva na instituição, em maio do ano passado.
Um comerciante que trabalhava na favela São Remo se apresentou à policia dizendo ter participado do crime.
"A própria comunidade se incomoda que ela seja ponto de passagem para certas pessoas. A reurbanização pode ajudar nisso", disse Amadio.
Coordenador da associação de moradores da São Remo, Givanildo Santos diz estar preocupado com o projeto anunciado pela USP.
"Não sabemos nada do processo. Será que eles não querem tirar as pessoas de um terreno valorizado, ao lado da principal universidade da América Latina?", disse.
A USP afirma que já teve reuniões com os moradores e que não há a intenção de retirar moradores. Diz ainda que as dúvidas ainda não podem ser respondidas porque o projeto não está pronto.
Integra também o projeto de reurbanização uma área da escola invadida no Sacomã (zona sul da capital).
+ CANAIS
- Acompanhe a editoria de Cotidiano no Twitter
- Acompanhe a Folha no Twitter
- Conheça a página da Folha no Facebook
+ Notícias em Cotidiano
- Circulação de trens é restabelecida após protesto no Rio
- Greve da PM da Bahia é ilegal, afirma presidente do TST
- Cerca de 300 mil pessoas estão há um dia sem água em Mauá (SP)
- Chuva forte pode atingir Sudeste e Centro-Oeste; calor continua
Livraria
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Cantor Pedro Leonardo deixa UTI e vai para unidade semi-intensiva
- Cerca de 20 ladrões fazem arrastão em prédio na Aclimação, em SP
- Ladrão mata universitária com tiro na cabeça em Belo Horizonte
- Prefeitura de São Paulo vai criar hospital público para cães e gatos
- Comissão aprova projeto que torna legal casamento homossexual
+ Comentadas
- Alckmin considera greve absurda e atribui a 'grupelho radical'
- Com greve no metrô, SP tem recorde no trânsito e protestos
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV