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Bombeiros atendem apenas emergências nas praias do Rio
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DA AGÊNCIA BRASIL
Atualizado às 18h28.
Os bombeiros do GMar (Grupamento Marítimo) estão prestando apenas atendimentos emergenciais nas praias do Rio na manhã deste sábado e dizem que só vão normalizar as atividades quando o cabo Benevenuto Daciolo, preso na noite de quarta-feira (8), for solto.
17º policial é preso por greve no Rio
A informação é do sargento Paulo Nascimento, do 1º Grupamento de Socorro e Emergência. Ele é um dos líderes dos bombeiros no movimento grevista iniciado há dois dias por policiais civis e militares e pelos bombeiros do Estado.
Na orla da zona sul, alguns postos do Gmar estão vazios e em outros, poucos militares que se apresentaram não estão usando os uniformes vermelhos do grupamento. "Eles até estão fazendo atendimentos, mas apenas os emergenciais, e estão descaracterizados. Não colocaram a roupa [uniforme de trabalho]. Temos que mostrar que a greve está ocorrendo", disse Nascimento.
Segundo o sargento, o movimento segue parâmetros legais. "O atendimento está sendo feito precariamente, mas está sendo feito. A gente está usando a lei. Temos a adesão de praticamente 90% das categorias na paralisação e, nesse total, 30% dos atendimentos estão sendo feitos", disse.
Nascimento explicou que a manifestação não busca apenas melhoria salarial, mas melhores condições de trabalho e dignidade. Segundo ele, muitas vezes os bombeiros vão para as ruas salvar vidas e acabam se acidentando ou morrendo porque não têm equipamentos de segurança.
Por ser uma das lideranças do movimento, Paulo Nascimento admitiu que pode ser preso. Ontem, foram emitidos pelo menos 11 mandados de prisão contra líderes da greve. "Estou pronto para ser preso. Se tiver que me apresentar, vou me apresentar. Não temos medo disso. A gente vai se apresentar porque não tem nada a esconder. Não somos criminosos", afirmou.
BARRA
A assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que todas as 110 unidades operacionais da corporação funcionam normalmente neste sábado.
Segundo a assessoria, foi registrado apenas um "problema pontual" com um grupo de 39 guarda-vidas que faltou ao serviço no posto do GMar da Barra da Tijuca (zona oeste), que foi ocupado por outros guardas-vidas.
A corporação afirma que todos os guarda-vidas que faltarem a seus plantões serão punidos disciplinarmente.
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