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15/02/2012 - 20h45

CSN e Votorantim Cimentos são autuadas por crime ambiental no Rio

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LUCAS VETTORAZZO
DO RIO

Atualizado em 16/02/2012 às 22h02.

Cinco pessoas foram presas em flagrante e quatro empresas - CSN, Votorantim Cimentos, BR Metais e Companhia Fluminense de Refrigerantes - foram autuadas nesta quarta-feira por crime ambiental no Estado do Rio de Janeiro.

No Rio, secretaria volta atrás e diz que não multou CSN

As companhias foram autuadas por armazenar um total de 540 mil toneladas de lixo industrial de maneira irregular. Os locais de descarte estavam a céu aberto e a menos de meio quilômetro do leito do rio Paraíba do Sul, a principal fonte de abastecimento de água do Estado. Segundo as autoridades, há risco iminente de contaminação do rio.

Dentre os presos, estão gerentes e surpervisores de algumas das empresas envolvidas.

As multas ainda não foram definidas, mas o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou que as sanções não deverão ultrapassar R$ 2 milhões cada.

As autoridades deram um prazo de 15 dias para que as empresas apresentem um plano detalhado para o destino desses rejeitos.

Os custos de transporte e armazenagem dos resíduos ficará a cargo das próprias empresas.

O flagrante foi feito durante uma operação do Gabinete de Gestão Integrada do Estado do Rio de Janeiro (GGIE/RJ), grupo de trabalho que reúne representantes da secretaria Estadual do Ambiente e as polícias Federal, Civil e Militar.

OUTRO LADO

A BR Metals negou que deposite resíduos industriais irregularmente a céu aberto. Segundo a assessoria jurídica da companhia, ontem o Inea fez uma fiscalização de rotina.

A Votorantim Cimentos, por sua vez, informou que analisará a auto do Inea mas reforçou que possui todas as todas as licenças necessárias dos órgãos competentes para o seu funcionamento.

A CSN informou que realizou apenas uma obra civil de terraplenagem no terreno ao lado da fábrica da Companhia Fluminense de Refrigerantes (CFR) --empresa engarrafadora da Coca-Cola no Estado--, com licenciamento e conhecimento dos poderes públicos municipal e estadual, posição corroborada pela CFR, que negou ter sido fiscalizada ou mesmo autuada pelo Inea.

 

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