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Presidente do Metrô diz que batida foi causada por falha mecânica
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 19h12.
O presidente do Metrô de São Paulo, Peter Walker, disse nesta quarta-feira que a causa mais provável da batida entre dois trens na linha 3-vermelha foi uma falha mecânica. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas no acidente.
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Em entrevista ao "SPTV", da TV Globo, ele disse que os dois trens deveriam manter uma distância mínima, mas um dos trens parou na linha e o que vinha logo atrás dele continuou. A falha teria ocorrido no sistema eletrônico de controle.
"[O maquinista] falou que recebeu 'linha livre, continue', então continuou", disse. No horário da manhã, os trens circulam a 80 km/h e devem manter uma distância de cerca de dois minutos entre eles.
Segundo Walker, que assumiu a companhia há cerca de um mês, é a primeira vez que dois trens do metrô se chocam.
A batida entre dois trens feriu cerca de 40 pessoas, sendo algumas em estado leve e outras moderado, de acordo com o Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgância). O número pode aumentar, já que a Secretaria Municipal de Saúde ainda faz um balanço dos atendidos.
A linha vermelha do metrô paulista, que atende 3,7 milhões por dia, é a maior (22 km) e mais exigida (1,1 milhão de passageiros/dia útil) do sistema.
Inaugurada em 1979, a linha 3-vermelha faz a ligação entre as zonas oeste e leste da cidade de São Paulo, unindo as estações Palmeiras-Barra Funda (zona oeste) e Corinthians-Itaquera (zona leste).
O acidente desta quarta-feira ocorreu no "braço" leste desta linha, fundamental por cruzar com a linha 1-azul (Tucuruvi-Jabaquara), que é a segunda em extensão (20 km) e atendimento de passageiros (982 mil passageiros/dia útil).
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