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17/05/2012 - 15h44

Com 29,81 m, enchente em Manaus é a maior em 110 anos

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DE SÃO PAULO
DE MANAUS

O nível do rio Negro ultrapassou na manhã desta quinta-feira em 4 cm a cheia histórica, registrada em 2009, marcando o recorde de 29,81 m. A causa da elevação anormal das águas são as fortes chuvas que ocorrem no centro-norte do Amazonas.

Ontem (16), o nível já havia superado a marca de 2009 em 1 cm e batido o recorde.

O monitoramento do volume do rio ocorre desde 1902 no porto de Manaus. Portanto esta já é a maior enchente em 110 anos.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o nível deve continuar quebrando recordes. A previsão é que a cheia termine somente no fim do mês, quando acaba o inverno na região e se inicia a vazante, a baixa das águas.

Divulgação-14.mai.12/Prefeitura de Manaus
O avanço das águas no centro de Manaus levou prefeitura a interditar parte da av. Eduardo Ribeiro
O avanço das águas no centro de Manaus levou prefeitura a interditar parte da av. Eduardo Ribeiro

O problema é que as chuvas estão acima da média na região metropolitana de Manaus e nas nascentes do rio Negro, no extremo norte do Estado, diz o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

A expectativa dos especialistas é que o rio suba até 30,13 m. Segundo o superintendente Marco Oliveira, do Serviço Geológico do Brasil, uma marca histórica era esperada para daqui a cem anos. Mas fenômenos climáticos influenciaram a enchente, assim como a vazante anterior.

O La Niña, resfriamento das águas do Pacífico, aumentou o volume de chuvas em 2009 e 2012. O El Niño, aquecimento das águas do oceano, intensificou a estiagem de 2010.

"Considerávamos a cheia de 2009 secular porque a previsão é que ela se repetisse a cada cem anos. Mas tivemos três eventos importantes que associamos aos fenômenos climáticos. Se o sistema climático da Terra está mudando, os fenômenos vão ficar cada vez mais frequentes, com maior intensidade de secas e cheias."

A cheia afeta 29.015 pessoas em Manaus. Lojas e pontos turísticos no centro estão alagados. No interior, 52 dos 62 municípios estão em situação de emergência. Há três cidades em calamidade pública.

Os governos federal e estadual enviaram R$ 63,8 milhões para auxílio. Mais de 40 mil famílias já receberam a "bolsa enchente", de R$ 400.

 

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