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Com greve da PF, apenas passaportes já prontos serão entregues
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DE SÃO PAULO
DO RIO
Atualizado às 10h49.
A greve nacional de policiais federais, iniciada ontem, prejudica a emissão de passaportes. Com isso, quem já pagou as taxas e não for atendido terá de remarcar data para pegar o passaporte, o que pode ser feito pelo site da PF (www.dpf.gov.br ). Apenas os passaportes que já estão prontos serão entregues.
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Adesão à greve da Polícia Federal é total, diz sindicato
Greve da PF prejudica emissão de passaportes, diz sindicato
Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), apenas passaportes de urgência estão sendo emitidos. Porém, não há uma definição sobre quais são os casos emergenciais.
"Se alguém precisar viajar por causa de problema familiar ou se já comprou passagem, o passaporte será feito. Se houver algum gesto do governo, vamos suspender a greve e retomar a negociação", disse o presidente da Fenapef, Marcos Wink.
Em Estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará, a emissão de passaportes foi reduzida quase a zero. Em São Paulo, o sindicato estima que no Estado todo haja uma queda de 30% na emissão de passaportes, cuja média diária é de 2.000.
Apesar disso, a Superintendência da PF em São Paulo disse que haverá pelo menos o "efetivo mínimo" trabalhando no setor de passaportes e que estão sendo remanejadas pessoas para atender o público. Só em junho, a PF em São Paulo emitiu 14.356 passaportes.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
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Ao menos 300 mil servidores de oito ministérios e 30 órgãos estão em greve no país. Professores de universidades federais, por exemplo, estão parados há quase três meses.
A Fenapef afirma que cerca de 30% do efetivo da PF --o mínimo legal-- permanece trabalhando. Agentes, escrivães e papiloscopistas somam 9.000 pessoas. A Fenapef estima que 7.000 pararam. Esta é a terceira greve da categoria. As outras ocorreram em 1994 e 2004.
A categoria diz que está sem aumento desde 2006 e que o salário inicial, de R$ 7.200, ficou defasado. A categoria quer aumento para R$ 13 mil em cinco anos, equiparando-se a auditores da Receita e agentes da Abin.
Os policiais também dizem que falta efetivo para controlar fronteiras e aeroportos e pedem a substituição do diretor-geral da PF, Leandro Daiello, por alguém que não seja da corporação.
Para essa quarta-feira, a categoria aponta que haverá operação-padrão no aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, a partir das 15h30, e no aeroporto de Rio Branco (AC). Neste segundo, não foi informado o horário. Com isso, policiais farão checagens mais completas em bagagens e documentos.
No Rio, o sindicato alerta que podem haver filas e demora no embarque e desembarque de passageiros de vôos internacionais. O sindicato é contra a tercerização de parte de mão de obra da imigração nos aerportos e assumir os postos (e fazer a verificação com rigidez) é uma forma de reinvindicação.
No aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (na Grande São Paulo), a operação vai ocorrer amanhã.
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