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Incêndio atinge barracos de favela na zona sul de São Paulo
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 16h22.
Um incêndio atingiu a favela do Piolho, na região do Campo Belo, na zona sul da cidade, por volta das 15h desta segunda-feira (3).
Incêndio em favela interdita avenida Roberto Marinho em SP
De acordo com o Corpo de Bombeiros, somente uma criança precisou de atendimento médico após inalar a fumaça. No horário, o fogo atingia barracos e estava muito próximo das residências do bairro.
A rua Cristovão Pereira estava bloqueada em ambos os sentidos próximo à rua Xavier Gouveia por volta das 15h50, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
A CET também informou que uma faixa da direita da avenida Roberto Marinho também foi interditada para facilitar a passagem dos carros de combate a incêndios.
Dezenas de moradores da favela deixaram os barracos com bebês no colo e os pertencem que conseguiram retirar antes de os imóveis serem atingidos pelo fogo.
O Corpo de Bombeiros enviou ao menos 24 carros para combaterem o incêndio, que estava sendo controlado por volta das 16h20. A Polícia Militar também participava da operação.
O vigilante Gilberto Francelino do Nascimento, 38, perdeu tudo o que tinha pela segunda vez. Há aproximadamente seis anos, outro incêndio atingiu a favela destruindo sua casa. "Acabei de pagar à vista R$ 1.090 por uma máquina de lavar. Foi embora. Perdi tudo que uma casa tem: cama, geladeira, fogão. Mas meus três filhos estão vivos, e isso é o que importa", disse Nascimento.
Pelo menos dois prédios, entre eles o edifício Maison de Savigny --condomínio de apartamentos de alto padrão-- e residências grandes e antigas da região foram atingidos por uma densa fumaça preta.
Sentada na calçada, a dona de casa Ana Russo, 81, aguarda que os bombeiros apaguem o fogo ao lado de sua casa. "Só ouvi as explosões e sai correndo. Agora meu marido está lá dentro jogando água na parede porque está muito quente"
A favela fica entre a rua Cristóvão Pereira e a rua Xavier Gouveia, próximo ao aeroporto de Congonhas. De acordo com a Infraero, estatal responsável pelo aeroporto, a fumaça estava sendo empurrada para o sentido contrário e não prejudicava o funcionamento os pousos e decolagens. (GIBA BERGAMIM JR.)
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