Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

PUBLICIDADE

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
18/09/2012 - 20h23

Após incêndio em SP, viaduto ficará fechado mais uma noite

Publicidade

 

DE SÃO PAULO

Atualizado às 21h52.

O viaduto Engenheiro Orlando Murgel, na região central de São Paulo, permanecerá bloqueado ao menos mais um dia, de acordo com a prefeitura. Ele foi fechado na manhã desta segunda-feira (17), quando um incêndio atingiu parte da favela do Moinho, que fica sob o viaduto. Uma pessoa morreu e um suspeito de começar o fogo foi preso.

Veja as condições do trânsito em tempo real
Equipe faz nova vistoria em viaduto fechado após incêndio
Polícia apura se houve mais de um foco de incêndio
Polícia prende suspeito de provocar incêndio em favela
Incêndio em favela afeta circulação de trens e ônibus

Na tarde desta terça, técnicos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras fizeram vistoria e instalaram um instrumento para medir a deformidade produzida pelo fogo na estrutura do viaduto no sentido bairro.

Os resultados da medição ficarão prontos somente amanhã, quando, segundo a prefeitura, será possível determinar se as faixas no sentido bairro poderão ser liberadas para carros, motos e utilitários leves.

O viaduto continuará fechado para veículos pesados, como caminhões e ônibus, e para pedestres, já que os guarda-corpos foram danificados no incêndio.

Segundo a prefeitura, a empresa que vai executar as obras no viaduto já foi contratada em caráter de emergência.

Uma avaliação preliminar, realizada após o incêndio, constatou queda de placas de concreto e desagregação do concreto estrutural, o que teria comprometido a estabilidade do viaduto.

A interdição do viaduto teve início ontem em decorrência do incêndio que atingiu parte da favela do Moinho, que fica sob o viaduto. O fogo começou na rua Doutor Elias Chaves e destruiu ao menos 80 barracos, segundo o Corpo de Bombeiros.

Além do viaduto, continua bloqueadas também a avenida Rudge, no sentido centro, junto à rua Sérgio Tomás; e a avenida Rio Branco, no sentido bairro, desde a alameda Eduardo Prado até o viaduto.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que, assim que for autorizada a liberação parcial do viaduto, será acionada uma operação especial de trânsito nas três faixas do sentido bairro. Pela manhã serão destinadas duas faixas aos motoristas que seguem em direção ao centro e uma no sentido bairro. À tarde, a operação será invertida.

Enquanto o viaduto permanecer parcialmente interditado, agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas. Pela manhã, a região teve trânsito complicado.

Com os bloqueios, 17 linhas de ônibus estão sendo afetadas, precisando ter o percurso desviado, segundo a SPTrans (empresa que controla o transporte público).

INCÊNDIO

O fogo na favela começou por volta das 7h de ontem e deixou cerca de 300 desabrigados. Segundo a Secretaria de Habitação, eles foram cadastrados para receber auxílio-aluguel. Foram distribuídos no local 277 colchões e cobertores, e 94 cestas básicas e kits de higiene.

A favela, localizada na rua Doutor Elias Chaves, já havia sofrido um incêndio no dia 23 de dezembro de 2011, quando 407 das 815 famílias que viviam no local tiveram suas casas destruídas. Segundo a prefeitura, 392 destas famílias aceitaram o receber o auxílio-aluguel.

O benefício será pago até que as famílias sejam encaminhadas a uma unidade habitacional definitiva. A prefeitura diz que essas famílias terão prioridade para receber um dos 1.267 apartamentos de um empreendimento em fase de construção próximo à ponte dos Remédios, na zona oeste.

RECONSTRUÇÃO

Na manhã de hoje, vizinhos dos barracos destruídos ajudavam na retirada do entulho em meio à fumaça que persistia no local. "É só limpar o que dá e subir a madeira que tiver. Não dá para as pessoas dormirem na rua", afirmou um morador, que não quis se identificar.

A cozinheira Denize Agnes da Silva, 33, foi uma das pessoas que dormiram na rua na madrugada de hoje. Esta é a segunda vez que ela perde todos os seus pertences em decorrência de incêndio. "Já passei por isso no ano passado. Perdi tudo e precisei reconstruir", disse.

A família da aposentada Marinalva Conceição, 59, também passa por situação parecida. No último incêndio, foi a sua filha, Mileide Conceição, que teve a casa consumida pelas chamas. "A gente não está aqui porque quer. O que a gente precisa é de moradia digna. Não adianta mandar a gente para abrigo", afirmou.

O risco de incêndio na comunidade ainda assombra os moradores da favela. "Hoje de manhã teve outro foco que foi controlado pelos próprios moradores. Mesmo quem não teve a casa atingida, como eu, está receoso de outro acidente", disse a operadora de caixa Tatiana Souza Gomes, 34. Ela espera que esse incêndio leve a uma solução mais rápida para o problema. "Queremos pagar pela nossa casa. É só dar oportunidade."

Editoria de arte/Folhapress

COM A AGÊNCIA BRASIL

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Auto DVD Player Auto DVD Player Equipe seu carro a partir de 12x de R$ 20,18

Perfumes Perfumes Importados a partir de R$ 39

Câmera Digital | Tênis | Mais...

Voltar ao topo da página