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PM vai a bairros boêmios pedir para motoristas não beberem
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PEDRO IVO TOMÉ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Sábado à noite. Uma turma se reúne em um bar na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O garçom chega com a garrafa de cerveja na mão e, de repente, um policial se aproxima da mesa.
O objetivo dele é convencer os motoristas do grupo a desistirem de beber.
A cena aconteceu no último sábado, quando a Folha acompanhou a abordagem do primeiro batalhão de trânsito da Polícia Militar na região da Vila Madalena, em uma ação educativa contra a direção sob efeito de álcool.
A campanha faz parte da Semana Nacional de Trânsito organizada pelo Denatran, cujo lema é "Preserve a vida, não exceda a velocidade".
Os policiais militares, após autorização dos donos de bares e restaurantes na região, entraram nos estabelecimentos, afixaram cartazes e distribuíram panfletos sobre as regras de trânsito e os perigos da combinação entre bebidas alcoólicas e volante.
| Eduardo Anizelli/Folhapress | ||
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| Policial entrega panfletos em ação de conscientização feita em bares da Vila Madalena |
Além disso, disponibilizaram o bafômetro para os clientes testarem seu nível alcoólico. "Há uma curiosidade da população em relação ao bafômetro. Tem gente que tem medo do aparelho. Acha que dá choque", disse o Tenente Silva Neto.
De acordo com ele, houve uma redução de 7,5% dos acidentes fatais no período que vai de janeiro a julho desse ano, em relação ao mesmo período de 2011.
Daniela Nogueira, 36, estava em um dos bares da região e foi abordada por um policial em sua mesa. "Achei que eles foram bastante simpáticos e falaram bem. Mas não consigo crer que adultos bebendo mudarão sua postura após cinco minutos de conversa com o guarda", disse.
Seu amigo, Douglas Matias, 31, viu a ação de forma diversa: "Eu achei que a abordagem acaba humanizando os policiais. Quando você é abordado por um policial, fica receoso e até mesmo com medo. Aqui eles foram mais calorosos."
Já Andreia Vieira de Souza, 41, dona de um dos bares da região, criticou o fato da conscientização ser feita por policiais militares. "A função deles é policiar, e não educar", afirmou.
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