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02/01/2013 - 05h00

Prefeito de BH diz que baixo crescimento no Brasil é preocupante para a cidade

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PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE

Prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), diz temer pela arrecadação municipal diante da situação econômica do país, de baixo crescimento.

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Ele afirma que voltou a se encontrar com a presidente Dilma Rousseff no último dia 21, seis meses após romper a aliança com o PT, e disse tê-la achado mais "desgastada". Leia abaixo trechos da entrevista concedida à Folha.

Folha - Quais serão os maiores desafios na nova gestão?

Marcio Lacerda - Conjugar modernização, agilidade e transparência da gestão com mais participação da população no processo de planejamento e acompanhamento. E tem o desafio da economia. Não sabemos como a arrecadação vai ficar nos próximos anos. É uma incógnita.

A arrecadação sofre muito com a economia brasileira patinando?

O fato de Belo Horizonte ser uma cidade de serviços e polarizar uma boa parte do Estado dá a ela um certo fôlego, mas há limites também. Se a retração na indústria nacional durar demasiadamente, o setor de serviços [responsável pela arrecadação do ISS] acaba sentindo.

As obras da Copa do Mundo podem ser prejudicadas diante desse cenário?

Essas obras não enfrentarão nenhum problema. A nossa meta é concluir as obras até o final deste ano. Mas temos muitas outras que não têm a ver com a Copa do Mundo.

Mas boa parte dos recursos são repasses federais e estadual.

A maior parte dos recursos que precisamos, 60%, é proveniente de financiamentos. Os 40% restantes da verba são repasses federais e do governo estadual.

O senhor não teme que a crise econômica possa comprometer os repasses de verba já prometidos à Prefeitura de Belo Horizonte?

O governo federal normalmente prioriza repasses do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. A gente nunca sabe quando há dificuldade técnica com a Caixa Econômica Federal ou com o Tesouro federal. Nunca sabemos até que ponto é reflexo da falta de recursos. Pode acontecer.

Como está a sua relação política com a presidente Dilma Rousseff?

Convidei-a a vir aqui na segunda quinzena de janeiro para inaugurar quase 2.000 unidades do Minha Casa, Minha Vida. Ela diz que vem.

Está confiante de que pode estabelecer com ela a mesma relação política de antes?

Não sei. Ela [a presidente] está em um momento de muita pressão, a economia, questões políticas. Senti, inclusive, em relação a antes da eleição, quando estive com ela pela última vez, ela mais desgastada, o rosto cansado. Ela sofreu um pouco nesses seis [últimos] meses. Vamos ver o futuro.

Os prefeitos das cidades-sede da Copa levam vantagem, já que as obras da Copa estarão garantidas mesmo em tempo de crise?

São obras em andamento que precisam ser concluídas e têm prioridade nos investimentos. Em outras cidades não têm o investimento Copa, mas tem outros investimentos do PAC, mobilidade e habitação.

 

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