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Após confusão na apuração, PM ficará com cópia das notas do Carnaval de SP
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (16) que as notas dos julgadores do Carnaval 2013 terão uma cópia. As vias ficarão separadas em duas urnas, uma no sambódromo --para a apuração-- e outra em um batalhão da Polícia Militar.
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A medida de segurança foi tomada para evitar problemas como o do ano passado, quando as duas últimas notas do Grupo Especial foram roubadas e rasgadas, o que interrompeu o processo.
A cópia das notas será feita com papel carbonado, de forma que o for escrito na primeira via ficará registrado na segunda via.
De acordo com Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga, as agremiações decidiram manter a pontuação registrada em papel para evitar vazamento de informações. "Nós pensamos em fazer um sistema digital, mas hoje em dia tem muito hacker e fica arriscado, podem vazar os resultados antes mesmo da leitura das notas dos julgadores", explicou.
Outra medida de segurança tomada para a edição deste ano do Carnaval foi que somente dez pessoas por escola poderão assistir à leitura das notas dos julgadores. Devem assistir à apuração a diretoria e alguns dos destaques, como mestre-sala, porta-bandeira e a rainha da bateria --que ficarão à critério de cada agremiação.
Os nomes das pessoas que vão assistir à leitura das notas deverão ser informadas à Liga até o dia 29 de janeiro.
Todos deverão estar com pulseiras de segurança, com selo holográfico, código numérico, cor e emblema de cada agremiação. Segundo Ferreira, caso haja algum problema, será possível identificar os responsáveis com apenas um pedaço da pulseira.
A arquibancada para os torcedores das agremiações ficarão fechadas. De acordo com o presidente da Liga, as escolas de samba foram orientadas à abrirem suas quadras para receberem aqueles que quiserem acompanhar a apuração pela televisão.
CARNAVAL 2012
No dia 21 de fevereiro, a leitura das notas do Grupo Especial no Anhembi (zona norte) foi interrompida depois que as duas últimas avaliações foram rasgadas.
A confusão começou quando dirigentes de algumas escolas tentaram invadir o palco onde as notas eram lidas, mas foram contidos por seguranças. Enquanto isso, Tiago Faria, da Império de Casa Verde, driblou a confusão, agrediu o locutor da apuração com um chute, pegou o envelope com as notas e o rasgou.
Policiais militares que estavam no local tentaram proteger os locutores e jurados, mas a confusão foi generalizada. Integrantes de outras escolas também invadiram a área.
| Reprodução-21.fev.12/TV Globo | ||
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| Homem invade área onde notas eram lidas, pega e rasga documentos; veja mais fotos da confusão |
O tumulto dentro do Anhembi, onde ocorria a apuração, se espalhou e acabou se tornando vandalismo. Torcedores da Gaviões incendiaram um carro alegórico da Pérola Negra, invadiram a marginal Tietê e chutaram placas da cerca do sambódromo enquanto seguiam em direção à quadra da escola.
Em julho, a Liga anunciou punição para seis agremiações por causa do tumulto ocorrido na apuração.
Todas as escolas que foram punidas --Pérola Negra, Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro, Vai-Vai, Gaviões da Fiel e Império da Casa Verde-- tiveram que publicar uma nota de retratação desculpando-se pela confusão em um jornal de grande circulação.
A Império da Casa Verde foi a mais penalizada. A agremiação teve todos seus direitos políticos na Liga (direito de voto, candidatura, regulamento e jurados) suspensos por seis meses. A escola também teve que pagar multa no valor de 70 salários mínimos (R$ 43.540). (JULIA BOARINI)
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