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01/02/2013 - 19h39

Prefeitura e delegacia de Santa Maria estão com alvarás dos bombeiros vencidos

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EDUARDO GERAQUE
REYNALDO TUROLLO JR.
ENVIADOS ESPECIAIS A SANTA MARIA

Um sinal sobre o pouco caso do país com prazos de alvarás está estampado nas paredes da Prefeitura de Santa Maria e no prédio onde funciona a delegacia regional de polícia. Em ambos, as inspeções dos Bombeiros estão vencidas.

No prédio da prefeitura onde funciona o gabinete do prefeito, na praça principal da cidade, o alvará está vencido desde 26 de janeiro.

É o que o mostra o documento afixado ao lado do elevador que sobe para o gabinete do chefe do executivo.

Procurada pela Folha no início da noite desta sexta-feira (1), a prefeitura informou que tem um setor específico que cuida dos alvarás de seus prédios, mas que não seria possível verificar o andamento da renovação do documento apontado pela reportagem.

No caso da delegacia regional, que ocupa os dois primeiros andares de um prédio, também no centro, o alvará venceu no dia 4 de janeiro.

O delegado Oscar dos Santos Jr., do Departamento de Polícia do Interior, afirmou que a delegacia fica em um condomínio --onde também funcionam outros estabelecimentos-- e que teria que consultar o síndico para saber se uma nova vistoria dos bombeiros já foi solicitada.

Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Santa Maria confirmou que existem milhares de pedidos na fila para serem examinados e que, portanto, alguns meses podem se passar até que o alvará acabe sendo renovado.

O documento emitido pelo bombeiros não é uma mera formalidade como ficou provado com o incêndio, domingo, na boate Kiss.

Ele é importante porque mostra que alguém que conhece incêndios esteve no local e checou todas as normas de segurança, desde a existência de extintores e portas com barras de pânico até a existência de rotas de fuga desobstruídas para a saída.

A vistoria também é útil para mostrar que o plano antiincêndio do local é compatível com as atividades que ocorrem no prédio.

INCÊNDIO

O incêndio aconteceu na madrugada de domingo (27) na boate Kiss, localizada no centro de Santa Maria (RS). O local é famoso por receber estudantes universitários. Ao todo, 236 pessoas morreram e outras 119 permanecem internadas.

O fogo teria começado na espuma de isolamento acústico da boate, após um integrante da banda Gurizada Fandangueira manipular um sinalizador. Faíscas atingiram o teto e iniciou as chamas. O guitarrista da banda afirmou que o extintor de incêndio não funcionou.

Sobreviventes relataram que, antes de perceberem o incêndio, os seguranças teriam impedido os jovens de saírem sem pagar.

Editoria de Arte/Folhapress

A maioria das vítimas morreu por asfixia durante a festa promovida por alunos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). Muitas foram encontradas amontoadas nos banheiros, por onde tentaram fugir do fogo.

No local, havia apenas uma uma porta, que funcionava como a única passagem de entrada e saída da boate. Bombeiros e sobreviventes quebraram a fachada da casa noturna a marretadas para retirar as pessoas.

A boate Kiss, com capacidade para até 691 pessoas, recebeu entre 900 e 1.000 no dia do incêndio, de acordo com a polícia.

A direção da boate Kiss divulgou nota afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio a uma "fatalidade".

Editoria de Arte/Folhapress
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