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06/03/2013 - 19h18

Ex-funcionária diz que foi forçada a omitir socorro na UTI de Curitiba

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ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

Uma ex-funcionária do Hospital Evangélico de Curitiba, cuja UTI é alvo de investigação por supostos homicídios, relatou à polícia que foi ordenada a "fazer de conta que não viu nada" quando um paciente entrou em parada cardíaca. O depoimento consta do relatório final do inquérito policial, ao qual a Folha teve acesso.

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Concluído na última segunda-feira (4), o documento se fundamenta principalmente em depoimentos de ex-funcionários para indiciar cinco médicos e uma enfermeira sob suspeita de homicídio qualificado e formação de quadrilha.

Todos negam as acusações e afirmam que tudo isso é fruto de um equivocado entendimento de termos médicos.

O depoimento da ex-funcionária, cujo nome não foi revelado, relata que ela foi segurada pelo braço por uma enfermeira, quando reanimaria um paciente em parada cardíaca. "Faz de conta que você não viu nada", teria dito a funcionária à testemunha, ao impedir que ajudasse o paciente, que morreu em seguida.

A denunciante, que diz ter trabalhado na UTI em setembro e outubro de 2012, ainda afirma que as mortes eram antecipadas pela aceleração da sedação. Em vez de o medicamento pingar pela bomba infusora, por exemplo, ele era ministrado com uma injeção, ou então o ritmo da bomba era acelerado.

O relatório da polícia menciona 32 depoimentos, dos quais 24 levantam suspeitas sobre os indiciados.

O documento também é acompanhado pelos prontuários de 25 pessoas que morreram na UTI, cujas mortes foram supostamente provocadas pelos suspeitos. A polícia não detalha, porém, quem teria causado a morte de cada um dos pacientes.

O documento afirma que os prontuários estão sob análise de equipes do Ministério Público e da polícia. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, eles serão peça-chave da acusação, porque podem indicar erros na condução do tratamento.

Para o advogado Elias Mattar Assad, que defende a chefe da UTI, Virgínia Helena Soares de Souza, o relatório é "tíbio". "Não diz dia, hora e local de nada, não prova a relação de causalidade e nem prova a existência de fato criminoso", diz.

 

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