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Exame aponta que atropelador de ciclista estava com sinais de embriaguez
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ANDRÉ MONTEIRO
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
O exame clínico feito pelo IML (Instituto Médico Legal) constatou que o universitário Alex Siwek, 21, estava sinais de embriaguez quando atropelou o ciclista David Santos Souza, 21, na av. Paulista, anteontem.
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A casa noturna Josephine, no Itaim Bibi (zona oeste), onde Siwek esteve antes do atropelamento, também confirmou ontem à Polícia Civil que na comanda do estudante constam três doses de vodca e uma lata de energético -o valor total da conta foi de R$ 96.
| Editoria de Arte/Folhapress |
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David foi atingindo quando pedalava na ciclofaixa, que ainda estava sendo montada. Ele teve o braço direito decepado.
O membro caiu dentro do carro e, segundo a defesa de Siwek, foi atirado pelo jovem no córrego do Ipiranga, na av. Ricardo Jafet (zona sul).
O ciclista deixou ontem a UTI, mas continua internado, sem risco de morrer. Ele deve depor à polícia hoje.
O exame para confirmar a embriaguez do estudante foi realizado a pedido da polícia após a recusa de Siwek de ser submetido aos testes de bafômetro e de sangue.
LEI SECA
Os testes clínicos são uma das inovações da nova lei seca como prova do crime de embriaguez ao volante. Neles são analisados sinais externos, como olhos vermelhos e odor de álcool no hálito.
A recusa ao bafômetro era um dos principais entraves à fiscalização porque a lei antiga definia como crime índice acima de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. Assim, o motorista que recusava o bafômetro estava praticamente livre do crime porque não havia como prová-lo.
AMIGO
A polícia também ouviu um jovem, identificado apenas como Diego, que estava no carro no momento do acidente. O rapaz disse que ele e Siwek haviam consumido três ou quatro latas de cerveja naquela madrugada.
A polícia ainda tenta esclarecer como ocorreu o acidente. Ontem foram analisadas imagens de câmeras da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Elas não registraram o atropelamento, mas mostram a ambulância dos bombeiros se dirigindo ao local do acidente às 6h07.
Investigadores pediram mais imagens e também procuram cenas gravadas por câmeras de prédios da região.
OUTRO LADO
O advogado Pablo Naves Testoni, um dos defensores de Siwek, disse que seu cliente está arrependido e reconhece a "bobagem" que fez. Ele entrou com um pedido de liberdade na Justiça.
"Ele só chorava muito, perguntava pelo rapaz", disse.
Testoni afirmou que seu cliente acabou acertando David após fazer uma "manobra brusca", mas disse não saber explicar por que tal manobra foi feita. "Existe muita dúvida, ainda, sobre o fato."
Segundo o advogado, a família de Siwek está abalada. "Pessoas ligaram na residência e disseram para mãe que vão matá-la, matar o filho dela. Imagina o clima tenso que está na família."
Ele diz que não registrou ocorrência sobre a ameaça. "Infelizmente, são duas famílias que vão sofrer."
| Editoria de arte/Folhapress |
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