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Corrupto não se intimida, diz delatora da Máfia dos Fiscais na gestão Pitta

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Há 15 anos, a comerciante Soraia Patrícia da Silva, 39, denunciou fiscais que cobraram dela R$ 30 mil para "garantir" o funcionamento de sua academia de ginástica.

O relato dela ao Ministério Público deflagrou uma investigação que revelou o maior escândalo de corrupção da cidade, a Máfia dos Fiscais, durante a gestão de Celso Pitta (1946 - 2009).

Hoje diretora de uma ONG, Soraia diz que a denúncia valeu a pena, mas não intimidou os corruptos.

"Esses auditores fiscais não se intimidaram com o caso Aref [Hussain Aref Saab, diretor do setor que aprova construções em São Paulo, suspeito de enriquecimento ilícito]. E o Aref não se intimidou com a Máfia dos Fiscais", disse à Folha.

A máfia desbaratada em 1998 era formada por administradores regionais e vereadores, que comandavam um esquema de extorsão a comerciantes e camelôs para que eles continuassem trabalhando sem ser alvo de novas fiscalizações.

Gabo Morales/Folhapress
Soraia Patricia da Silva, 39, que denunciou fiscais há 15 anos na Prefeitura de SP: hoje, ela dirige uma ONG
Soraia Patricia da Silva, 39, que denunciou fiscais há 15 anos na Prefeitura de SP: hoje, ela dirige uma ONG

MUDANÇA

Para Soraia, mesmo com a condenação de pelo menos 13 envolvidos na máfia, muita coisa precisa mudar na administração pública.

"Os velhos hábitos continuam. Enquanto houver esse relacionamento estreito entre o funcionário público e a iniciativa privada, tudo vai continuar. O servidor tem muito poder. Enquanto for assim, não vai mudar", disse.

Ela diz que decidiu denunciar por uma "questão de valores". "Pensei: não é possível que isso [corrupção] existe", disse Soraia, que decidiu fechar sua empresa depois do escândalo.

Ela perdeu seu negócio, mas diz que aprendeu a discutir política urbana.

"Abri a empresa e levei esse baque todo. Mas dormir tranquila não tem preço", afirma.

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