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Análise: UPP trouxe ganhos, mas enfrenta agora incertezas

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A redução de homicídios em áreas de UPPs é uma conquista importante e um dado positivo. Ao assinalar esse aspecto, porém, há o risco de se naturalizar a ideia de que onde não há UPP é inevitável que haja homicídios.

As lacunas são bem representadas pela "UPP Social". Relegada à condição de esboço bem-intencionado, poderia se equiparar aos rabiscos do diabo para a construção de um aqueduto no inferno.

Após 5 anos, UPP reduz homicídios, mas contraria promessa

Cada vez mais parece se consolidar a ideia de que seu anúncio, em um primeiro momento, teve como objetivo oferecer um lenitivo para o que a UPP é: uma intervenção militar.

Afinal, não é nas favelas que se produzem as drogas ou se montam as armas que alimentam o cotidiano beligerante. Da mesma forma, sabe-se que as redes de distribuição dessas mercadorias não têm como principais protagonistas atores das camadas populares.

Mas a opção segue sendo imaginar que em tais localidades vige a "barbárie", tornando usual o discurso que impõe a necessidade de "levar cidadania".

Ora, não só o Estado está presente de múltiplas formas (em geral repressivas) como ele atua no sentido de não integrar tais áreas à cidade através de políticas públicas condizentes com o desejo da maioria das pessoas.

Mas talvez o ponto mais negativo se revele na resistência das polícias em se definir por prestar serviços públicos, insistindo em se representar como expressão do poder ilimitado do Estado.

Para o próximo período, é possível que os problemas verificados nas UPPs se intensifiquem. O velado descompasso entre a orientação da cúpula da Segurança Pública, em favor da manutenção das UPPs, e a opinião divergente de setores de ponta do sistema pode ganhar contornos mais significativos.

Uma luta entre o rochedo e o mar, na qual a população que vive em área de favelas, mas não só nelas, pode vir a ser o marisco.

LENIN PIRES é antropólogo e professor do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense

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