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Polícia pode 'colocar fogo' em 'rolezinhos', diz ministro de Dilma

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Responsável pela articulação do governo federal com movimentos sociais e sociedade civil, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) criticou nesta quinta-feira (16) a ação da polícia em relação à onda de "rolezinhos" em shopping centers pelo país.

"O que se pode dizer é que mais uma vez a ação inadequada da polícia acaba colocando gasolina no fogo. Acaba propiciando o crescimento do movimento."

Presente em um encontro de jovens camponeses no Recife, Carvalho disse que as concentrações nos centros comerciais demonstram a necessidade de lazer e diversão dos moradores de áreas periféricas.

Para o ministro, a repressão policial para coibir os jovens nos shoppings pode criar um caráter violento das concentrações.

"Nós que estamos no governo temos que tomar muito cuidado. Temos que fazer aproximação progressiva com esses jovens para tentarmos entendê-los e tentar manter o diálogo", disse Carvalho.

Encontros de jovens geralmente da periferia, os "rolezinhos" ganharam visibilidade em São Paulo no final do ano passado, e logo motivaram convocações semelhantes em capitais como Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza.

Segundo Carvalho, há relações entre os "rolezinhos" e os protestos do ano passado. "Semelhante aos fenômenos de junho, temos que tomar cuidado para entender esse movimento [dos 'rolezinhos']. É um tema complexo, mas que faz parte das mudanças da sociedade brasileira."

PROIBIÇÃO

A Abrasce (associação que reúne 264 shoppings no país) não descarta entrar na Justiça com ação para impedir que jovens frequentem os estabelecimentos em grupo, criando "pânico" e "desconforto" para demais clientes.

"Essa discriminação [proibição de entrar no shopping] que está sendo feita é no mínimo inconstitucional. Como você vai julgar quem vai entrar no shopping? Pelo tipo de roupa que usa? Isso é inconstitucional."

Para Carvalho, "os conservadores deste país têm que se conformar com o fato que os direitos vieram para todos". "Aeroportos lotados, shoppings lotados. Isso pode até incomodar alguns conservadores, mas isso é parte da democracia, de garantir acesso a todos", afirmou o ministro.

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